Geração 40

Geração 40

Geração 40 é uma conversa com quem nasceu nos anos 40, uma geração que se lembra dos racionamentos e da sombra da II Grande Guerra. Viram um país fechado abrir-se à Europa. Assistiram ao salto do analógico para o digital.
Hoje olham de frente para a era da Inteligência Artificial. O mundo transformou-se. Mas será este o futuro que imaginaram?

“Geração 40” é uma viagem, entre memórias e desafios do presente, conduzida por Júlio Isidro. O genérico do Geração 40 é composto pela canção portuguesa de 1943 “A Minha Casinha”, estreada pela atriz e cantora Milú no filme “O Costa do Castelo”. 

Um novo episódio todas as quintas-feiras nos sites da SIC Notícias, SIC e Expresso ou na sua plataforma de podcasts preferida. 

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Resumo do episódio

Neste episódio, Fernando Gomes partilha as suas memórias de infância no Porto, detalhando a influência da música clássica, do cinema e da educação cultural recebida dos pais na sua formação artística. O ator relembra o seu primeiro contacto com o teatro através da sua tia e as marcas deixadas pela sua vivência no bairro de São Roque da Lameira. A conversa percorre ainda a sua transição da vida militar na Guiné-Bissau para o mundo do teatro profissional, passando pelo movimento de café-teatro nos anos 8 ou a atuação em espaços como a Comuna. O convidado discute também a sua trajetória na televisão, as adaptações literárias humorísticas e a criação da companhia Aquarius, destacando sempre a profunda ligação emocional com as pessoas e com a arte.

Capítulos

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Destaques

Para o Fernando Gomes, o teatro é a sua vida. Mas as pessoas, as pessoas são o melhor que a vida lhe tem dado.

00:02:59 · Uma reflexão sobre a relação profunda do ator com a sua profissão e com os encontros humanos.

Não há nada como ver as pessoas ali em frente a representar, ou a tocar, ou a cantar. Isso é extraordinário.

00:19:01 · O convidado defende a importância do teatro ao vivo contra a substituição por tecnologias como a inteligência artificial.

A África é maravilhosa, toda a gente sabe, toda a gente que passou por África, recorda-se perfeitamente, e tem saudades de África.

00:24:12 · Ele reflete sobre as experiências marcantes e o carinho pelo povo africano durante o seu tempo na Guiné.

A desgraça de ontem é a graça amanhã.

00:38:49 · Esta frase resume a sua filosofia de vida e a sua abordagem artística de transformar tragédias em humor.

E, entretanto, um dia, em direto, na SIC, exatamente no programa dele da manhã, ele desafia-me em direto a fazer cinco espetáculos no Tivoli, a cantar e a descer uma escateria.

00:54:56 · O convidado relata como um desafio público feito por João Baião se tornou uma realidade na sua carreira.

Episódios

37-

Fernando Gomes: “A minha vida não tem graça porque não tem desgraças. Tem coisas más, mas eu consigo sublimá-las”

Neste episódio, Fernando Gomes partilha as suas memórias de infância no Porto, detalhando a influência da música clássica, do cinema e da educação cultural recebida dos pais na sua formação artística. O ator relembra o seu primeiro contacto com o teatro através da sua tia e as marcas deixadas pela sua vivência no bairro de São Roque da Lameira. A conversa percorre ainda a sua transição da vida militar na Guiné-Bissau para o mundo do teatro profissional, passando pelo movimento de café-teatro nos anos 8 ou a atuação em espaços como a Comuna. O convidado discute também a sua trajetória na televisão, as adaptações literárias humorísticas e a criação da companhia Aquarius, destacando sempre a profunda ligação emocional com as pessoas e com a arte.

17 set. 2026
36-

Lenita Gentil: “Com esta idade e com esta carreira, eu ainda quero fazer melhor”

Neste episódio, Lenita Gentil partilha a sua trajetória musical, desde as memórias da infância na Marinha Grande e as primeiras atuações improvisadas até à consolidação da sua carreira profissional. A conversa explora a sua transição para o Porto, a influência familiar e os seus primeiros passos ao lado de grandes nomes da música portuguesa. A artista relembra a sua estreia na televisão, vitórias em festivais internacionais e experiências musicais no México, Roménia e Polónia. Lenita partilha ainda histórias memoráveis com Amália Rodrigues, a sua paixão pela guitarra portuguesa e reflexões sobre o seu percurso pelas casas de fado e o grupo Entre Vozes, abordando também as marcas deixadas pela sua dedicação à música na sua vida pessoal.

10 set. 2026
35-

José Carlos Vasconcelos: “Em 1973 o país estava cheio de cartazes 'Droga, loucura, morte'. Tive processos pidescos com acusações contra pessoas que tinham dado umas passas numa festa de passagem de ano”

Neste episódio, José Carlos Torres Matos de Vasconcelos partilha a sua trajetória como advogado, jornalista e poeta, relembrando as suas raízes em Friamundo e a infância na quinta. O convidado aborda momentos cruciais da luta contra a censura durante o Estado Novo, detalhando a sua atuação na revista Vértice e no Diário de Lisboa. A conversa explora ainda os processos judiciais e a repressão política nas décadas de 60 e 70, estabelecendo paralelos entre a ocultação da verdade no regime anterior e os desafios da era das fake news. Por fim, o convidado reflete sobre a sua aventura editorial com o ProJornal e a importância da poesia de intervenção como ferramenta de combate social.

03 set. 2026
34-

João Botelho: “Fugia todas as noites para o cinema, para ver filmes maus, bons, assim, assim”

O cineasta João Botelho relembra a sua infância em Lamego e a sua transição para uma vida de resistência política e formação artística em Coimbra e no Porto. O episódio explora as suas primeiras experiências com o teatro universitário e a vivência do período final do regime autoritário. A conversa aborda ainda a sua trajetória de trabalho pela Europa, a transição de engenheiro para cineasta sob a influência de mestres como Rossellini, e reflexões críticas sobre a natureza da representação cinematográfica. Botelho discute também o impacto da era digital na concentração e a decadência do consumo cultural contemporâneo.

27 ago. 2026
33-

António Bessone Basto: “Estava sempre queimado e dentro de água, até me chamavam o choco”

Este episódio explora a trajetória de vida e desportiva de Tony Besson Basto, um atleta multi-modalidades que partilha memórias desde a sua infância em Algés, marcada por desafios como a dislexia, até à sua ascensão no desporto. O convidado detalha o seu percurso rigoroso na natação, influenciado pelo método do pai e treinadores internacionais, e a sua transição para o andebol no Sporting. A conversa aborda também as suas críticas às estruturas desportivas nacionais e à corrupção nas federações, contrastando com os valores de integridade e fair play que defende. Por fim, Tony reflete sobre o envelhecimento e a sua manutenção da disciplina física e do espírito competitivo mesmo aos 80 anos.

20 ago. 2026