Geração 40

Geração 40

Geração 40 é uma conversa com quem nasceu nos anos 40, uma geração que se lembra dos racionamentos e da sombra da II Grande Guerra. Viram um país fechado abrir-se à Europa. Assistiram ao salto do analógico para o digital.
Hoje olham de frente para a era da Inteligência Artificial. O mundo transformou-se. Mas será este o futuro que imaginaram?

“Geração 40” é uma viagem, entre memórias e desafios do presente, conduzida por Júlio Isidro. O genérico do Geração 40 é composto pela canção portuguesa de 1943 “A Minha Casinha”, estreada pela atriz e cantora Milú no filme “O Costa do Castelo”. 

Um novo episódio todas as quintas-feiras nos sites da SIC Notícias, SIC e Expresso ou na sua plataforma de podcasts preferida. 

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Resumo do episódio

Neste episódio, José Carlos Torres Matos de Vasconcelos partilha a sua trajetória como advogado, jornalista e poeta, relembrando as suas raízes em Friamundo e a infância na quinta. O convidado aborda momentos cruciais da luta contra a censura durante o Estado Novo, detalhando a sua atuação na revista Vértice e no Diário de Lisboa. A conversa explora ainda os processos judiciais e a repressão política nas décadas de 60 e 70, estabelecendo paralelos entre a ocultação da verdade no regime anterior e os desafios da era das fake news. Por fim, o convidado reflete sobre a sua aventura editorial com o ProJornal e a importância da poesia de intervenção como ferramenta de combate social.

Capítulos

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Destaques

Eu fiz uma porta férrea especialmente grande e mandámos para a censura ao princípio da noite e numa altura em que sabia que estava lá um coronel que até não via muito bem e tal

00:14:41 · O convidado relata uma estratégia usada para desafiar a censura na revista Via Latina.

O principal da censura era ocultar a realidade do país. Era cortar tudo o que pudesse pôr em evidência qualquer tipo de fragilidade do governo ou do atraso em relação ao mundo e à liberdade em que vivíamos.

00:20:30 · O orador explica o verdadeiro objetivo da censura durante a ditadura em Portugal.

Em tempo de guerra, aquilo que perde primeiro é a verdade, é a primeira derrotada.

00:22:04 · O convidado estabelece um paralelo entre a desinformação em guerras passadas e as fake news atuais.

É que para ser uma arma tem que começar por ser boa a poesia.

00:38:00 · O orador defende que a eficácia da mensagem política depende da qualidade estética e linguística do poema.

Dia a dia me consumo, dia a dia me desgasto, minha vida é fogo posto, e o que nem fica de fumo, o que nem fica de rasto, esse é o meu rosto.

00:50:38 · O convidado recita um poema que descreve a sua intensidade de vida e o seu modo de agir como jornalista.

Episódios

35-

José Carlos Vasconcelos: “Em 1973 o país estava cheio de cartazes 'Droga, loucura, morte'. Tive processos pidescos com acusações contra pessoas que tinham dado umas passas numa festa de passagem de ano”

Neste episódio, José Carlos Torres Matos de Vasconcelos partilha a sua trajetória como advogado, jornalista e poeta, relembrando as suas raízes em Friamundo e a infância na quinta. O convidado aborda momentos cruciais da luta contra a censura durante o Estado Novo, detalhando a sua atuação na revista Vértice e no Diário de Lisboa. A conversa explora ainda os processos judiciais e a repressão política nas décadas de 60 e 70, estabelecendo paralelos entre a ocultação da verdade no regime anterior e os desafios da era das fake news. Por fim, o convidado reflete sobre a sua aventura editorial com o ProJornal e a importância da poesia de intervenção como ferramenta de combate social.

03 set. 2026
34-

João Botelho: “Fugia todas as noites para o cinema, para ver filmes maus, bons, assim, assim”

O cineasta João Botelho relembra a sua infância em Lamego e a sua transição para uma vida de resistência política e formação artística em Coimbra e no Porto. O episódio explora as suas primeiras experiências com o teatro universitário e a vivência do período final do regime autoritário. A conversa aborda ainda a sua trajetória de trabalho pela Europa, a transição de engenheiro para cineasta sob a influência de mestres como Rossellini, e reflexões críticas sobre a natureza da representação cinematográfica. Botelho discute também o impacto da era digital na concentração e a decadência do consumo cultural contemporâneo.

27 ago. 2026
33-

António Bessone Basto: “Estava sempre queimado e dentro de água, até me chamavam o choco”

Este episódio explora a trajetória de vida e desportiva de Tony Besson Basto, um atleta multi-modalidades que partilha memórias desde a sua infância em Algés, marcada por desafios como a dislexia, até à sua ascensão no desporto. O convidado detalha o seu percurso rigoroso na natação, influenciado pelo método do pai e treinadores internacionais, e a sua transição para o andebol no Sporting. A conversa aborda também as suas críticas às estruturas desportivas nacionais e à corrupção nas federações, contrastando com os valores de integridade e fair play que defende. Por fim, Tony reflete sobre o envelhecimento e a sua manutenção da disciplina física e do espírito competitivo mesmo aos 80 anos.

20 ago. 2026
32-

João David Nunes: “A rádio vai ser o meio que vai sobreviver com mais facilidade. Prolonga-se pelos podcasts, pela internet. É o menos intrusivo que existe, as pessoas podem ouvir e fazer outras coisas”

Este episódio percorre a trajetória de João Aurélio David Nunes, desde as suas memórias de infância e juventude no Liceu Camões até ao início da sua carreira na rádio escolar e o seu percurso no Rádio Clube Português. O relato explora a era do programa 'Ritmo 64' e a evolução para formatos inovadores como o 'Em Órbita'. A conversa aborda também a história da Rádio Comercial, destacando vozes icónicas como Cândido Mota, as inovações de programação e o impacto das mudanças estruturais no setor. O convidado partilha ainda reflexões sobre a sua carreira na publicidade e cinema, além de uma visão sobre o futuro do rádio perante o advento das redes sociais e do mundo digital.

13 ago. 2026
31-

António Homem Cardoso: “O fantástico da fotografia é concentrar a história toda numa imagem. A aflição, a ternura, o ódio, o amor, tudo num fotograma”

Este episódio explora a trajetória de António Homem Cardoso, desde as suas origens em São Pedro do Sul até à consolidação da sua carreira fotográfica em Lisboa. O relato percorre o seu início independente aos 14 anos, o impacto de encontros fundamentais e a evolução do seu olhar estético através da observação do mundo. A conversa aborda as suas primeiras experiências profissionais, fotografando desde montras até figuras icónicas como Almada Neto e o Papa João Paulo II. O convidado partilha ainda memórias sobre a edição de livros, a preservação do património e reflexões profundas sobre liberdade, política e a passagem do tempo.

05 ago. 2026