Júlio Isidro|37 - Fernando Gomes: “A minha vida não tem graça porque não tem desgraças. Tem coisas más, mas eu consigo sublimá-las”
Geração 40 é uma conversa com quem nasceu nos anos 40, uma geração que se lembra dos racionamentos e da sombra da II Grande Guerra. Viram um país fechado abrir-se à Europa. Assistiram ao salto do analógico para o digital. Hoje olham de frente para a era da Inteligência Artificial. O mundo transformou-se. Mas será este o futuro que imaginaram?
“Geração 40” é uma viagem, entre memórias e desafios do presente, conduzida por Júlio Isidro. O genérico do Geração 40 é composto pela canção portuguesa de 1943 “A Minha Casinha”, estreada pela atriz e cantora Milú no filme “O Costa do Castelo”.
Um novo episódio todas as quintas-feiras nos sites da SIC Notícias, SIC e Expresso ou na sua plataforma de podcasts preferida.
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Resumo do episódio
Neste episódio, Fernando Gomes partilha as suas memórias de infância no Porto, detalhando a influência da música clássica, do cinema e da educação cultural recebida dos pais na sua formação artística. O ator relembra o seu primeiro contacto com o teatro através da sua tia e as marcas deixadas pela sua vivência no bairro de São Roque da Lameira.
A conversa percorre ainda a sua transição da vida militar na Guiné-Bissau para o mundo do teatro profissional, passando pelo movimento de café-teatro nos anos 8 ou a atuação em espaços como a Comuna. O convidado discute também a sua trajetória na televisão, as adaptações literárias humorísticas e a criação da companhia Aquarius, destacando sempre a profunda ligação emocional com as pessoas e com a arte.
Capítulos
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Destaques
Para o Fernando Gomes, o teatro é a sua vida. Mas as pessoas, as pessoas são o melhor que a vida lhe tem dado.
00:02:59 · Uma reflexão sobre a relação profunda do ator com a sua profissão e com os encontros humanos.
Não há nada como ver as pessoas ali em frente a representar, ou a tocar, ou a cantar. Isso é extraordinário.
00:19:01 · O convidado defende a importância do teatro ao vivo contra a substituição por tecnologias como a inteligência artificial.
A África é maravilhosa, toda a gente sabe, toda a gente que passou por África, recorda-se perfeitamente, e tem saudades de África.
00:24:12 · Ele reflete sobre as experiências marcantes e o carinho pelo povo africano durante o seu tempo na Guiné.
A desgraça de ontem é a graça amanhã.
00:38:49 · Esta frase resume a sua filosofia de vida e a sua abordagem artística de transformar tragédias em humor.
E, entretanto, um dia, em direto, na SIC, exatamente no programa dele da manhã, ele desafia-me em direto a fazer cinco espetáculos no Tivoli, a cantar e a descer uma escateria.
00:54:56 · O convidado relata como um desafio público feito por João Baião se tornou uma realidade na sua carreira.
Neste episódio, Fernando Gomes partilha as suas memórias de infância no Porto, detalhando a influência da música clássica, do cinema e da educação cultural recebida dos pais na sua formação artística. O ator relembra o seu primeiro contacto com o teatro através da sua tia e as marcas deixadas pela sua vivência no bairro de São Roque da Lameira.
A conversa percorre ainda a sua transição da vida militar na Guiné-Bissau para o mundo do teatro profissional, passando pelo movimento de café-teatro nos anos 8 ou a atuação em espaços como a Comuna. O convidado discute também a sua trajetória na televisão, as adaptações literárias humorísticas e a criação da companhia Aquarius, destacando sempre a profunda ligação emocional com as pessoas e com a arte.
Publicado17 set. 2026
Duração59:20
Episódios
37-
Fernando Gomes: “A minha vida não tem graça porque não tem desgraças. Tem coisas más, mas eu consigo sublimá-las”
Ouvido
Neste episódio, Fernando Gomes partilha as suas memórias de infância no Porto, detalhando a influência da música clássica, do cinema e da educação cultural recebida dos pais na sua formação artística. O ator relembra o seu primeiro contacto com o teatro através da sua tia e as marcas deixadas pela sua vivência no bairro de São Roque da Lameira.
A conversa percorre ainda a sua transição da vida militar na Guiné-Bissau para o mundo do teatro profissional, passando pelo movimento de café-teatro nos anos 8 ou a atuação em espaços como a Comuna. O convidado discute também a sua trajetória na televisão, as adaptações literárias humorísticas e a criação da companhia Aquarius, destacando sempre a profunda ligação emocional com as pessoas e com a arte.
17 set. 2026
36-
Lenita Gentil: “Com esta idade e com esta carreira, eu ainda quero fazer melhor”
Ouvido
Neste episódio, Lenita Gentil partilha a sua trajetória musical, desde as memórias da infância na Marinha Grande e as primeiras atuações improvisadas até à consolidação da sua carreira profissional. A conversa explora a sua transição para o Porto, a influência familiar e os seus primeiros passos ao lado de grandes nomes da música portuguesa.
A artista relembra a sua estreia na televisão, vitórias em festivais internacionais e experiências musicais no México, Roménia e Polónia. Lenita partilha ainda histórias memoráveis com Amália Rodrigues, a sua paixão pela guitarra portuguesa e reflexões sobre o seu percurso pelas casas de fado e o grupo Entre Vozes, abordando também as marcas deixadas pela sua dedicação à música na sua vida pessoal.
10 set. 2026
35-
José Carlos Vasconcelos: “Em 1973 o país estava cheio de cartazes 'Droga, loucura, morte'. Tive processos pidescos com acusações contra pessoas que tinham dado umas passas numa festa de passagem de ano”
Ouvido
Neste episódio, José Carlos Torres Matos de Vasconcelos partilha a sua trajetória como advogado, jornalista e poeta, relembrando as suas raízes em Friamundo e a infância na quinta. O convidado aborda momentos cruciais da luta contra a censura durante o Estado Novo, detalhando a sua atuação na revista Vértice e no Diário de Lisboa.
A conversa explora ainda os processos judiciais e a repressão política nas décadas de 60 e 70, estabelecendo paralelos entre a ocultação da verdade no regime anterior e os desafios da era das fake news. Por fim, o convidado reflete sobre a sua aventura editorial com o ProJornal e a importância da poesia de intervenção como ferramenta de combate social.
03 set. 2026
34-
João Botelho: “Fugia todas as noites para o cinema, para ver filmes maus, bons, assim, assim”
Ouvido
O cineasta João Botelho relembra a sua infância em Lamego e a sua transição para uma vida de resistência política e formação artística em Coimbra e no Porto. O episódio explora as suas primeiras experiências com o teatro universitário e a vivência do período final do regime autoritário.
A conversa aborda ainda a sua trajetória de trabalho pela Europa, a transição de engenheiro para cineasta sob a influência de mestres como Rossellini, e reflexões críticas sobre a natureza da representação cinematográfica. Botelho discute também o impacto da era digital na concentração e a decadência do consumo cultural contemporâneo.
27 ago. 2026
33-
António Bessone Basto: “Estava sempre queimado e dentro de água, até me chamavam o choco”
Ouvido
Este episódio explora a trajetória de vida e desportiva de Tony Besson Basto, um atleta multi-modalidades que partilha memórias desde a sua infância em Algés, marcada por desafios como a dislexia, até à sua ascensão no desporto. O convidado detalha o seu percurso rigoroso na natação, influenciado pelo método do pai e treinadores internacionais, e a sua transição para o andebol no Sporting.
A conversa aborda também as suas críticas às estruturas desportivas nacionais e à corrupção nas federações, contrastando com os valores de integridade e fair play que defende. Por fim, Tony reflete sobre o envelhecimento e a sua manutenção da disciplina física e do espírito competitivo mesmo aos 80 anos.
20 ago. 2026
32-
João David Nunes: “A rádio vai ser o meio que vai sobreviver com mais facilidade. Prolonga-se pelos podcasts, pela internet. É o menos intrusivo que existe, as pessoas podem ouvir e fazer outras coisas”
Ouvido
Este episódio percorre a trajetória de João Aurélio David Nunes, desde as suas memórias de infância e juventude no Liceu Camões até ao início da sua carreira na rádio escolar e o seu percurso no Rádio Clube Português. O relato explora a era do programa 'Ritmo 64' e a evolução para formatos inovadores como o 'Em Órbita'.
A conversa aborda também a história da Rádio Comercial, destacando vozes icónicas como Cândido Mota, as inovações de programação e o impacto das mudanças estruturais no setor. O convidado partilha ainda reflexões sobre a sua carreira na publicidade e cinema, além de uma visão sobre o futuro do rádio perante o advento das redes sociais e do mundo digital.
13 ago. 2026
31-
António Homem Cardoso: “O fantástico da fotografia é concentrar a história toda numa imagem. A aflição, a ternura, o ódio, o amor, tudo num fotograma”
Ouvido
Este episódio explora a trajetória de António Homem Cardoso, desde as suas origens em São Pedro do Sul até à consolidação da sua carreira fotográfica em Lisboa. O relato percorre o seu início independente aos 14 anos, o impacto de encontros fundamentais e a evolução do seu olhar estético através da observação do mundo.
A conversa aborda as suas primeiras experiências profissionais, fotografando desde montras até figuras icónicas como Almada Neto e o Papa João Paulo II. O convidado partilha ainda memórias sobre a edição de livros, a preservação do património e reflexões profundas sobre liberdade, política e a passagem do tempo.
05 ago. 2026
30-
Embaixador Francisco Seixas da Costa: “Saio de Vila Real, filho único, lançado às feras no Porto. Para mim aquilo era Nova Iorque, Paris, Londres. Foi assim uma coisa deslumbrante”
Ouvido
Este episódio apresenta uma biografia de Francisco Manuel Seixas da Costa, detalhando a sua trajetória desde as origens em Vila Real até à carreira diplomática. O convidado relembra a vida intelectual e social em Lisboa, destacando o papel dos cafés e bares como pontos de troca política, além do impacto do jornal Expresso e os bastidores do 25 de Abril.
A conversa explora ainda a história política de Portugal, abordando as tensões do processo revolucionário, o impacto da guerra colonial e as influências do Maio de 68. Por fim, discute-se a crise da diplomacia atual, criticando a agressividade da política externa americana e refletindo sobre a eficácia histórica da diplomacia portuguesa.
30 jul. 2026
29-
Lia Gama: “Era uma criança muito solitária e brincava sozinha. Ia para a marquise, sentava-me com os pés numa cadeira e fazia diálogos, personagens. Não queria ser atriz, queria ser artista”
Ouvido
Neste episódio, Lia Gama partilha memórias profundas da sua infância e juventude, abordando desde a sua origem entre a Beira e Lisboa até à corajosa decisão de sair de casa aos 14 anos para buscar independência após um passado de abusos domésticos. A conversa percorre a sua trajetória profissional no teatro, as experiências de vida em Paris como au pair e o seu casamento por procuração com um soldado em Angola.
A entrevista explora também a sua natureza independente e o temperamento forte da atriz, refletindo sobre os desafios da maternidade solo e uma visão crítica sobre a sociedade de consumo contemporânea. O episódio encerra com uma discussão sobre a precariedade financeira enfrentada por artistas seniores devido aos cortes em apoios culturais e subsídios.
23 jul. 2026
28-
Episódio ao vivo no NOS Alive com Vitorino: “O Júlio Isidro pôs a ‘menina à janela’ e graças a si de lá ela nunca mais saiu”
Ouvido
Este episódio explora as memórias de infância e juventude de Vitorino, detalhando a sua criação musical no Redondo e a influência das tradições culturais do Alentejo. A conversa aborda desde a identidade alentejana e a 'ética da bebida' nas tabernas até às vivências artísticas e políticas em Paris durante o Maio de 68.
O percurso é complementado por relatos sobre a agitação musical no processo revolucionário português, a relação com figuras como Zeca Afonso e as memórias de Lisboa. Por fim, discute-se a ligação entre a literatura de António Lobo Antunes e o ambiente social da época, refletindo sobre a natureza cíclica das revoluções e a importância da música portuguesa.
16 jul. 2026
27-
Cucha Carvalheiro: “A minha mãe era muito católica, embora o meu pai fosse ateu. Zangou-se com a Igreja porque o padre não quis batizar uns dos meus primos negros. Portugal era assim”
Ouvido
Cuxa Carvalheiro partilha memórias da sua infância entre Portugal e Angola, detalhando a origem do seu nome artístico, as histórias familiares de superação e uma trajetória escolar marcada por experiências traumáticas e influências políticas e religiosas. A conversa explora também o seu percurso intelectual e a transição para o mundo das artes.
A entrevista aborda a sua juventude, as dúvidas existenciais que a levaram à Filosofia e o seu desenvolvimento artístico no teatro e no cinema, incluindo colaborações com o irmão José Fonseca Costa. Por fim, Cuxa reflete sobre a sua carreira em dobragens, gestão de teatros e os seus projetos atuais.
09 jul. 2026
26-
“GTA”, com Diogo Piçarra e João ‘Retro Raider’ Mateus. Oiça aqui a estreia do Geração Gamer
Ouvido
Neste episódio do Geração Gamer, exploramos a trajetória da franquia Grand Theft Auto, desde as memórias de infância dos convidados Diogo e João até o impacto tecnológico da saga. Discutimos como a série utiliza a sátira social para criticar a cultura pop e o papel fundamental da liberdade e da trilha sonora na experiência do jogador.
A conversa aborda também o fenômeno do GTA RP, a qualidade do voice acting nas cidades da franquia e as enormes expectativas globais para o lançamento de GTA VI em 2026. O debate conclui defendendo o valor dos videojogos como uma manifestação artística legítima e o impacto econômico massivo que o próximo título da Rockstar promete causar.
04 jul. 2026
25-
Mário Cláudio: “Portugal continua a ser pequenino. A geração mais velha e a mais nova não se conciliam e as pessoas não são frontais, talvez por motivos históricos. O português tem capacidade de luta, mas não afronta o adversário”
Ouvido
02 jul. 2026
24-
Os videojogos são memórias, histórias e cultura. Quais os jogos que nos unem? Oiça aqui o trailer de “Geração Gamer”, o novo podcast da SIC Notícias
Ouvido
27 jun. 2026
23-
Maria do Céu Guerra: "Na minha família chamavam-me uma “Grande cenoura do Teatro português” porque tinha o cabelo arruivado"
Ouvido
Neste episódio, Maria do Céu Guerra partilha memórias da sua infância e a influência cultural da sua família, abordando as suas primeiras experiências com o teatro e a transição da filologia para a atuação. A conversa explora também o seu início no teatro, as influências da Beat Generation e a fundação do grupo de teatro Barraca após o 25 de Abril.
A entrevista percorre a trajetória do grupo Barraca, discutindo os desafios da gestão cultural em Portugal e o compromisso com a cultura nacional. Por fim, a atriz reflete sobre o impacto da sua paixão pelo teatro na vida pessoal e apresenta um novo projeto que celebra o papel das mulheres nos últimos 50 anos.
25 jun. 2026
22-
Fernando Tordo: “O amanhã logo se vê. Quando acordo de manhã digo ‘Bestial, mais um dia’”
Ouvido
Uma conversa nostálgica sobre a trajetória de Fernando Tordo, explorando desde as suas memórias de infância em Alvalade e a ascensão do rock em Portugal até momentos cruciais da sua carreira musical. O episódio aborda a sua participação no Festival da Canção, a influência das guitarras Fender e o impacto do 25 de Abril na fundação da editora Toma Lá Disco.
O diálogo percorre também as vivências do convidado no Brasil e nos Açores, a sua relação com a pintura como refúgio artístico e o legado da sua família, encerrando com uma reflexão sobre a importância de viver o presente.
18 jun. 2026
21-
Gracinda Candeias: "Era uma coisa louca. Eu dava-me loucamente à arte e à pintura. Paguei com a saúde, mas também nunca casei, nem fui mãe"
Ouvido
Neste episódio, Gracinda Candeias relembra as suas raízes em Angola e a influência das cores e rituais africanos na sua formação artística, abordando também o choque cultural da sua transição para Portugal e a sua postura contestatária nos anos 60.
A artista detalha a sua trajetória profissional, desde as influências de mestres como Picasso e Toulouse-Lautrec até à sua incursão pelo teatro, performance e body art. Explora ainda a sua experiência em Paris, a conquista do seu ateliê em Lisboa e as suas reflexões sobre o impacto da tecnologia e da inteligência artificial no fazer artístico.
11 jun. 2026
20-
Especial ao vivo Podfest Porto 2026 com Júlio Machado Vaz: “Esta sociedade não nos empurra para envelhecer bem, mas para comprarmos coisas que não nos façam envelhecer. Isto obriga-nos a competir com os mais novos”
Ouvido
Neste episódio, o convidado partilha memórias da sua infância no Porto, explorando a dinâmica familiar entre a formalidade do pai e a influência da mãe, e como essa criação moldou a sua capacidade de comunicação. A conversa aborda também o medo do declínio cognitivo e as marcas da parentalidade após o divórcio.
A discussão evolui para temas profundos sobre saúde mental, abordando a violência nas relações, a evolução da masculinidade e o papel da psiquiatria. Por fim, refletimos sobre o condicionamento social através dos algoritmos e a importância de manter a curiosidade e a atividade intelectual durante o envelhecimento.
04 jun. 2026
19-
José Cid: “Vou desossar a inteligência artificial e transformá-la naquilo que ainda tenho, a inspiração natural”
Ouvido
Introdução e Origens de José Cid. Memórias da Infância e Juventude. A Vida em Coimbra e o Início da Carreira Musical. O Legado do Quarteto 1111. Luís Oddington e as origens do Quarteto de 1111. A lenda de Dom Sebastião e o impacto musical. A influência do Jazz e a comparação com a Bossa Nova. O Macaco Costa de Bananas e o sentido de humor. Carreira internacional e as gravações em Londres. Vitórias no Festival da Canção e a Eurovisão. Memórias da Eurovisão e Inês Santos. Encontro com os Tropicalistas em Portugal. Grammys e Reconhecimento Internacional. Solidariedade e Projetos Musicais. Marilyn Monroe e a Canção Pop. A Vida de Cantor e o Próximo Álbum. Espiritualidade e o Deus Endovélico. O culto a Endovélico e a Ibéria pré-romana. Segredos para uma vida saudável e longevidade.
28 maio 2026
18-
Ana Maria Magalhães: “Adorei ler 'Os Lusíadas', o que os outros encontraram na matemática eu encontrei nas letras. Fazia cronometragem para perceber se consiga ler mais rápido”
Ouvido
Neste episódio, Ana Maria Magalhães partilha memórias da sua infância, a influência da leitura e a sua trajetória académica e profissional, desde a licenciatura em Filosofia até à prática da Psicologia e do ensino. A conversa aborda também a sua parceria literária com Isabel Alçada e a criação de histórias para crianças.
A entrevista explora reflexões sobre a estrutura narrativa, a condição da mulher e os desafios da educação moderna. Discutem-se temas como o impacto da inteligência artificial no desenvolvimento intelectual, a crescente pressão sobre os professores e a influência das redes sociais na violência juvenil.
21 maio 2026
17-
Toni: “O amor lá em casa sempre nos foi dado pela mãe, que estava sempre por perto. O amor de mãe fica para a vida e fica até à morte”
Ouvido
Neste episódio, o ex-futebolista Tony relembra a sua trajetória, desde a infância em Anadia e a importância da educação e da família, até à sua ascensão na Académica e a transferência para o Benfica. Ele aborda os desafios de integrar um meio-campo lendário e as mudanças estruturais no futebol, como a evolução do mercado de transferências e o serviço militar.
O convidado partilha ainda a sua transição para a carreira de treinador e adjunto, detalhando experiências internacionais no Irão e o impacto profissional de trabalhar com figuras como Eriksson. Por fim, reflete sobre o custo pessoal da profissão e o sacrifício da vida familiar em prol da carreira no futebol.
14 maio 2026
16-
Teresa Ricou: “Não quero que o Chapitô seja uma instituição, no dia que acontecer... não sei. Assusta-me. 40 anos depois acredito que ainda é um projeto”
Ouvido
Neste episódio, Maria Teresa Madeira Recu partilha a sua trajetória de vida e criatividade, desde a infância em África, acompanhando o trabalho do pai na luta contra a lepra, até às suas vivências em Londres e Paris. A conversa explora a sua formação artística e o impacto da cultura pop e do cinema na sua identidade.
A narrativa percorre o seu regresso a Portugal após a Revolução de 1974 e a consolidação do Chapitô. A convidada reflete sobre a criação deste projeto cultural, a colaboração com figuras icónicas como o palhaço Luciano e o papel da cultura como elemento de união social ao longo de 45 anos de história.
07 maio 2026
15-
Coronel Vasco Lourenço: “Não tinha apetência para a farda e era disso que as meninas gostavam, mas o que sempre senti é que tinha tendência natural para liderar”
Ouvido
Vasco Lourenço relembra a sua infância na Lousa, marcada pela pobreza e pela vida rural, detalhando a sua trajetória académica, o seu sucesso no desporto e a sua entrada na Academia Militar.
O episódio explora a sua experiência na Guerra Colonial, a evolução da consciência política perante o conflito e a transição da contestação militar para o movimento político que culminou no 25 de Abril. O relato aborda a repressão ao movimento, as prisões e uma reflexão final sobre o estado atual da democracia em Portugal.
30 abr. 2026
14-
Helena Roseta: “O poder é muito importante e muito necessário mas se há abusos podemos assistir a guerras como as de hoje”
Ouvido
Uma conversa nostálgica e reflexiva entre Júlio Isidro e Helena Roseta, que percorre desde as memórias de infância em Lisboa e o rigor da educação familiar até às transformações sociais e políticas de Portugal. O episódio aborda o impacto das cheias de 1967 e a vivência da transição para a democracia no 25 de Abril.
A discussão estende-se à trajetória política da entrevistada, abordando a militância no PPD e a crise habitacional contemporânea, analisada sob a ótência de políticas neoliberais e da globalização. O diálogo encerra com reflexões sobre o papel dos contrapoderes e a importância dos laços familiares.
23 abr. 2026
13-
Filipe La Féria: "Enquanto vivi em Londres estive sempre a trabalhar, servi muito à mesa. Era empregado num restaurante onde iam os artistas, aquilo para mim era um sonho"
Ouvido
Neste episódio, Filipe La Féria relembra a sua trajetória, desde a infância no Alentejo e a formação artística até à experiência em Londres. O convidado partilha os desafios financeiros e pessoais enfrentados para manter o seu teatro, incluindo o esforço para salvar a Casa da Comédia.
A conversa explora a gestão da Casa da Comédia, a produção de espetáculos de sucesso como 'Amália' e 'Carmen Miranda', e a importância da criatividade e da tecnologia. La Féria reflete sobre o teatro como um ato de resistência, a responsabilidade perante o público e a necessidade de criar personagens humanas e autênticas.
16 abr. 2026
12-
Lídia Franco: “Pela primeira vez não acredito na minha idade. É mentira eu nao tenho 82 anos! Estava no banho e a rir a pensar sobre isso"
Ouvido
Neste episódio, a convidada partilha a sua trajetória desde a infância como modelo e bailarina clássica até à sua experiência como apresentadora de televisão em Lisboa. Ela relata o impacto do ambiente político de Portugal, que a levou a fugir para Bruxelas, vivendo como refugiada e enfrentando dificuldades financeiras antes de se dedicar à atuação.
A conversa explora ainda as suas reflexões sobre a arte, a importância da verdade no teatro e a sua visão sobre o envelhecimento e a identidade cultural. Através de memórias sobre a juventude, o casamento e a importância da língua portuguesa, a convidada oferece uma perspetiva profunda sobre a preservação da essência artística e histórica.
09 abr. 2026
11-
Adriano Jordão: "O piano apareceu lá em casa porque alguém devia dinheiro ao meu avô em casa e pagou o que devia com o piano e em gabardines"
Ouvido
Neste episódio, Adriano Jordão partilha memórias profundas da sua infância em Angola, explorando a sua ligação à África, as raízes familiares e a influência da educação recebida pelo seu pai. O diálogo percorre a sua trajetória musical e académica, abordando desde a formação apoiada pela Fundação Gulbenkian até à sua experiência militar durante o 25 de Abril.
A conversa estende-se à sua carreira diplomática no Brasil e à gestão cultural, intercalando relatos de encontros com figuras da ópera e reflexões sobre a disciplina na prática musical. O episódio encerra com uma nota filosófica sobre a música, o silêncio e a vida como um espelho do que damos ao mundo.
02 abr. 2026
10-
Rui Pedro Silva na estreia de Geração 2000: “O que é bom no meu tempo é a mudança, é a vontade de mudar”
Ouvido
O apresentador Manuel Rosa entrevista o ator Rui Pedro Silva, explorando as suas origens em Oliveira do Douro, a infância marcada pelo geocaching e o seu interesse precoce pela psicologia e linguagem corporal. A conversa detalha o início da sua carreira teatral e a transição para Lisboa durante a pandemia, abordando o impacto de produções audiovisuais e o encontro com o ator Ethan Hawke.
O episódio percorre ainda a sua vida atual numa residência artística, a sua versatilidade criativa entre a escrita de guiões e a moda, e as reflexões sobre a exposição mediática após o sucesso de novelas como 'A Herança'.
01 abr. 2026
9-
Isabel Ruth: "Quando brincava em criança gostava de ser vendedora de fruta. Gostava das cores, do cheiro, mas nunca tinha pensado ser atriz"
Ouvido
Neste episódio, Isabel Ruth partilha memórias da sua infância em Tomar e Buarcos, a sua experiência em África e a descoberta da paixão pela dança, que a levou a estudar balé em Londres. A conversa percorre a sua trajetória desde os estudos de dança até ao início da carreira cinematográfica em Portugal com Paulo Rocha, explorando também as suas viagens pela Europa e Ásia e encontros com realizadores como Pasolini e Godard.
A entrevista aborda ainda reflexões sobre a maternidade, a espiritualidade e o seu projeto musical recente. Isabel Ruth encerra a conversa discutindo a dualidade entre a vida interior e exterior, culminando com a leitura de um poema que celebra a sua identidade.
26 mar. 2026
8-
Geração 2000: oiça aqui o trailer do novo podcast de Manel Rosa
Ouvido
Manuel Rosa apresenta o podcast Geração 2000, que explora a perspectiva de jovens que cresceram na transição tecnológica do início do século XXI.
25 mar. 2026
7-
Eduardo Barroso: “Depois do pós-guerra estivemos três meses em Goa. Fomos ter com o meu pai, no ano em que houve a invasão, foi nessa altura que o conheci”
Ouvido
Nesta entrevista, o cirurgião Eduardo Barroso partilha memórias profundas da sua infância e juventude, abordando a sua relação com a família, as influências do seu pai médico e momentos marcantes como a viagem à Índia. O convidado relembra o seu percurso escolar, a amizade com Marcelo Rebelo de Sousa e as suas primeiras experiências na medicina.
O episódio explora também a sua trajetória profissional, desde as primeiras intervenções cirúrgicas até à sua atuação como comentador desportivo e o impacto da televisão na sua vida familiar. Barroso discute ainda a evolução da medicina em Portugal, a importância do Serviço Nacional de Saúde e o seu legado no campo dos transplantes hepáticos.
19 mar. 2026
6-
Graça Morais: "Cresci a pôr-me em bicos de pés na janela da minha escola para ver a minha mãe à porta a regar o jardim. Às vezes ia a correr buscar a minha merenda e voltava, em crianças andamos sempre a correr e nem sei bem porquê"
Ouvido
Neste episódio, a pintora Graça de Moraes partilha memórias da sua infância em Trás-os-Montes, explorando como a ligação à natureza, à cultura rural e às raízes transmontanas moldaram a sua obra. A conversa percorre as suas primeiras influências artísticas, a vivência em Moçambique e o despertar da sua vocação através da força das mulheres da sua aldeia.
A artista discute também a sua trajetória profissional como ilustradora e artista multidisciplinar, abordando o contexto político da ditadura e a importância do silêncio no seu processo criativo. Graça reflete ainda sobre a carga emocional da sua arte, que retrata o sofrimento humano, e defende a singularidade da expressão humana face ao avanço da inteligência artificial.
12 mar. 2026
5-
Bagão Félix: “Procuro viver a minha velhice de uma forma livre. Não estamos presos ao tempo físico e podemos aproveitar o tempo espiritual. Já não faço fretes nem tenho desculpas”
Ouvido
Neste episódio, o convidado António José de Castro Magão Félix partilha memórias da sua infância em Ílhavo, explorando a influência da família, a importância da leitura e a ética da simplicidade face ao hiperconsumismo. A conversa aborda reflexões sobre a doutrina social da Igreja, a integridade pessoal e a trajetória política, contrastando a necessidade de autonomia intelectual com a lógica utilitarista moderna.
O diálogo percorre ainda a sabedoria e a independência da velhice, as paixões pessoais como a botânica e o desporto, e encerra com uma reflexão profunda sobre a dificuldade de distinguir a verdade da mentira na era das redes sociais e da desinformação.
05 mar. 2026
4-
Alice Vieira: "Quando perguntavam às minhas tias o que faziam as sobrinhas elas falavam da médica e depois da Alice que andava 'naquela vida'. Parecia que andava na má vida"
Ouvido
Neste episódio, Alice de Jesus partilha memórias da sua infância, a sua experiência em Paris durante o Maio de 68 e o seu regresso a Portugal motivado pelo desejo de lutar pela liberdade. A conversa aborda a sua trajetória como jornalista durante o período da censura, mencionando eventos como as cheias de Lisboa e a visita do Papa Paulo VI, bem como o sucesso internacional das suas obras literárias.
A conversa explora ainda a tradução de livros para diversas línguas, a inovação de livros com aromas e reflexões sobre o futuro do jornalismo, a importância da leitura entre os jovens e os impactos da inteligência artificial. Por fim, abordam-se as mudanças climáticas na Ericeira e um relato pessoal de resiliência perante um diagnóstico de saúde.
26 fev. 2026
3-
António Sala: “A primeira coisa que me encantou em Lisboa foram os elétricos, fui pendura dos elétricos e saltar em movimento para fugir do pica bilhetes era uma arte. Não era para todos”
Ouvido
Neste episódio, António Manuel Sala Mira Gomes partilha memórias da sua infância e a sua transição de um desejo de ser ator para a descoberta da vocação na rádio. O convidado relembra a formação do grupo musical Maranata, o sucesso de temas internacionais e a sua trajetória na televisão e na Rádio Renascença, abordando o impacto da censura no período revolucionário.
A conversa explora ainda a carreira de Júlio Isidro na rádio, destacando programas icónicos como 'O Despertar' e 'O Foguete', a evolução da curadoria musical e a importância da humanização da comunicação. O episódio encerra com reflexões sobre projetos literários e a natureza contínua do ato de comunicar.
19 fev. 2026
2-
Maria João Avillez no Geração 40: “Um jornalista é curioso, a curiosidade é um instrumento que se tem ou não se tem. Ser bisbilhoteiro é completamente diferente”
Ouvido
Maria João Avilés e Júlio Isidro partilham memórias da infância e do início de carreira na televisão, revisitando a trajetória da jornalista desde as primeiras entrevistas políticas até à sua identidade como uma profissional que privilegia a escrita e a curiosidade. A conversa percorre a vida social e cultural de décadas passadas, abordando a liberdade de expressão após o 25 de Abril e o impacto de figuras históricas na sua prática profissional.
A entrevista explora o contraste entre a abordagem humanista com artistas e a postura de 'advogada do diabo' perante políticos, incluindo relatos de encontros marcantes com Margaret Thatcher. A conversa encerra com reflexões sobre a identidade política da jornalista, a sua visão sobre o jornalismo contemporâneo e a importância da responsabilidade ética no exercício da comunicação.
12 fev. 2026
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Geração 40: oiça aqui o trailer do primeiro podcast original de Júlio Isidro
Ouvido
O episódio de introdução do podcast Geração 40 explora a trajetória histórica e as transformações sociais desde a década de 1940 até a era da inteligência artificial. O programa contextualiza o impacto da Segunda Guerra Mundial, a neutralidade de Portugal, o período do Estado Novo e a subsequente abertura do país para a Europa e para o mundo digital.
Através de relatos e reflexões, o podcast propõe uma viagem no tempo que conecta as memórias de um passado marcado por racionamentos e horizontes fechados com os desafios contemporâneos da tecnologia e da interrogação sobre o poder da inteligência artificial.