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Episódios
#5 Série especial ‘Os mais ouvidos’, com Madalena Sá Fernandes: “Procuro a resistência da alegria. Vivi uma fase escura. Agora trabalho para manter a alegria, o espanto e a curiosidade”
Ouvido#4 Série especial ‘Os mais ouvidos’, com Vera Iaconelli: “A ideia de finitude é conselheira. Leva-me a viver o momento, sem nostalgia pelo passado ou ansiedade pelo futuro”
Ouvido#3 Série especial ‘Os mais ouvidos’, com Filipe Vargas: “O egoísmo, a obsessão com o dinheiro, a falta de empatia desumaniza-nos. O povo desunido vai sempre ser vencido”
Ouvido#2 Série especial ‘Os mais ouvidos’, com Pedro Ribeiro: “Sou competitivo. Mas para ganhar tenho de saber perder. Antes de sermos líderes, vivi a frustração de perder”
Ouvido#1 Série especial ‘Os mais ouvidos’, com Margarida Vila-Nova: “Já não tenho tempo para me aborrecer com pessoas feias, que vão tornar o dia pesado e chato. O tempo urge!”
OuvidoLisa Vicente (parte 2): “Faz-me impressão o ‘achismo’ sobre o que não se domina. Isso pode ser feito no café, mas não veiculado para milhões de pessoas”
OuvidoLisa Vicente (parte 1): “É possível haver prazer sensual e sexual sem penetração. E pode até não passar pelos genitais. E é normal não haver sempre orgasmo”
OuvidoInês Marinho (parte 2): “Antes dizia que se há um fascista na mesa e te sentas, passam a ser dois fascistas. Mudei. É importante o diálogo”
OuvidoInês Marinho (parte 1): “Quando fui alvo de violência sexual, com partilha de ‘nudes’, tinha superado um cancro. Estava mais forte e segura”
OuvidoEspecial ao vivo na Feira do Livro com Luísa Costa Gomes e Rui Cardoso Martins (parte 2): “Escrever é para mim o antiabismo”
OuvidoNesta conversa com os escritores Luísa Costa Gomes e Rui Cardoso Martins, discutem-se temas como a identidade portuguesa, a ópera baseada em Camões e as preocupações com o ódio e a desinformação na sociedade atual. O episódio explora ainda visões proféticas da história do Alentejo, o desperdício de talento literário e a diferença entre um livro bem escrito e a boa literatura. A discussão aborda também o papel do editor, a imersão na voz do autor e o impacto da inteligência artificial na autoria e na pesquisa, encerrando com uma reflexão sobre a experiência humana e a importância da empatia.
Especial ao vivo na Feira do Livro com Luísa Costa Gomes e Rui Cardoso Martins (parte 1): “A imperfeição é a grande arma da Humanidade”
OuvidoNeste episódio, os escritores Luísa Costa Gomes e Rui Cardoso Martins discutem os desafios da escrita, a importância da forma literária e o impacto da tecnologia, como o ChatGPT, na criatividade humana. A conversa explora a relação entre realidade e ficção, abordando o papel do escritor perante as crises contemporâneas e a necessidade de encontrar utilidade na escrita mesmo em tempos de incerteza. A discussão avança para a evolução da obra literária e termina com uma crítica política sobre o corte de subsídios ao ensino do português no estrangeiro e o seu impacto na promoção da cultura lusófona.
Especial Dia Mundial da Criança (parte 2): Alice e Simão, de 15 anos, partilham ideias para o futuro e por onde andam os seus desejos e incertezas
OuvidoNesta conversa, Alice Durnholz e Simão Pinto Soares exploram visões de futuro, profissões e valores pessoais, abordando as incertezas da juventude e a importância das conexões humanas. O episódio inclui reflexões de Sérgio Antunes sobre a vulnerabilidade e transita por sugestões culturais de música, cinema e literatura. A discussão avança para temas como a importância da empatia, a necessidade de evitar rótulos sociais e a valorização da diversidade. O episódio encerra com uma reflexão sobre os pequenos prazeres do quotidiano, como o tempo a sós e o convívio intergeracional.
Especial Dia Mundial da Criança (parte 1): Alice e Simão, de 15 anos, conversam sobre o que os entusiasma e inquieta na escola, no país e no mundo
OuvidoNeste episódio, os jovens convidados Alice e Simão debatem temas cruciais como a importância da empatia, o combate ao extremismo político e os desafios da igualdade de género. A conversa explora o impacto das redes sociais na propagação de discursos de ódio, na dependência digital e na transformação das dinâmicas de relacionamento e da percepção da mulher na sociedade. O debate estende-se ainda à educação, abordando a eficácia dos métodos de ensino, o uso da inteligência artificial nos estudos e a necessidade de literacia digital. O episódio encerra com reflexões geracionais enriquecidas por mensagens de familiares, trazendo uma perspetiva sobre o passado, o presente e as incertezas do futuro.
Joana Gorjão Henriques (parte 2): “A revolução de género ainda não chegou aos lares. Apesar dos avanços, as mães continuam a grande força motora das famílias”
OuvidoNeste episódio, a jornalista Joana Gurjão Henriques reflete sobre a sua trajetória profissional, desde a influência da irmã Francisca até à experiência transformadora de estudar nos Estados Unidos, que moldou a sua consciência sobre o racismo estrutural em Portugal. A conversa explora também o impacto de projetos jornalísticos sobre migração e a importância de dar voz a comunidades sul-asiáticas. A discussão transita para temas pessoais e culturais, abordando a maternidade como uma revolução de vida, memórias afetivas ligadas à poesia de Herberto Helder e reflexões sobre o cenário político atual. O episódio encerra com recomendações de cinema, literatura e uma celebração dos pequenos prazeres da vida.
Joana Gorjão Henriques (parte 1): “O racismo não é uma questão de direita ou de esquerda. A democracia herdou esse racismo, ainda não o resolveu”
OuvidoNeste episódio, o apresentador Bernardo Mendonça recebe a jornalista Joana Gurjão Henriques para uma conversa profunda sobre o papel do jornalismo perante o racismo e o legado do colonialismo. A discussão explora as marcas da violência colonial, a assimilação cultural forçada e a persistência de estruturas racistas na sociedade portuguesa contemporânea. A conversa aborda ainda a inação política no combate ao racismo estrutural, a normalização do discurso de ódio no Parlamento e os dilemas éticos da profissão jornalística. Os interlocutores refletem sobre a responsabilidade da comunicação social na denúncia de injustiças sem cair no sensacionalismo, e sobre a importância de um jornalismo que não se pretende neutro perante a violação dos direitos humanos.
Maria do Carmo Fonseca (parte 2): “É preciso uma mudança radical no ensino. Que não seja só despejar conhecimento em cima dos jovens, mas que os estimule a terem pensamento crítico”
OuvidoNesta conversa, a cientista Maria do Carmo Fonseca discute os desafios do financiamento da ciência em Portugal, abordando a fuga de cérebros, a necessidade de investimento para reter talentos e o exemplo de sucesso do modelo chinês. Ela destaca a importância de criar ofertas competitivas em solo nacional para atrair investigadores e a integração entre ciência e mercado empresarial. A entrevistada partilha ainda reflexões sobre a natureza da ciência como um processo de constante revisão, o papel do pensamento crítico no ensino e memórias pessoais que abrangem desde a sua formação em medicina até questões de fé, música e o sentido da vida através de uma perspetiva biológica e naturalista.
Maria do Carmo Fonseca (parte 1): “É possível atrasar o envelhecimento. O desafio da Ciência é levar-nos aos 100 anos com boa cabeça e qualidade de vida”
OuvidoNeste episódio, a cientista Maria do Carmo Fonseca explora a natureza da investigação científica, defendendo que os cientistas constroem o futuro através de descobertas que impactam a saúde e a sociedade. A conversa aborda os dilemas éticos do progresso tecnológico, as assimetrias sociais e o papel crucial do ambiente e do estilo de vida na expressão genética e no envelhecimento. A discussão avança para os avanços da medicina personalizada, o potencial da inteligência artificial no diagnóstico precoce e a importância da preservação do SNS em Portugal. O episódio encerra com uma reflexão sobre a ciência como forma de resistência e o fascínio contínuo pela complexidade molecular e pela investigação científica.
Ana Deus (parte 2): “A vaidade isola-nos e é ridícula. Já me escondi atrás da vaidade, na pose da artista. Não sou vaidosa, não quero falar do meu umbigo”
OuvidoNeste episódio, a cantora Ana Deus detalha o seu processo criativo, abordando a transição para uma composição baseada na poesia e as suas reflexões sobre autoria, a persona artística e os desafios da era do streaming. A conversa explora também memórias musicais, influências artísticas e a leitura de poemas de Alberto Pimenta. O diálogo estende-se a sugestões culturais no Porto e reflexões sobre a importância da imprevisibilidade humana perante a inteligência artificial. O episódio encerra com partilhas sobre experiências pessoais, como o ensino de português na China, e uma mensagem final de gentileza e empatia.
Ana Deus (parte 1): “Já não quero saber da opinião dos outros. É normal, quando se cresce. E não amarguei. Correu quase tudo bem. A minha vida podia ter descambado muito”
OuvidoUma entrevista profunda com a cantora Ana Deus, que percorre a sua trajetória musical desde as origens em Santarém até ao sucesso com bandas como os BAN e Três Tristes Tigres. A conversa explora a sua história de vida, incluindo a influência familiar, a fuga de casa e a descoberta da música no Porto. A conversa aborda temas como a identidade musical, a importância da diversidade e o impacto de questões globais, como migrações e conflitos, na sua arte. Ana Deus partilha ainda reflexões sobre maturidade, saúde mental e o seu trabalho artístico com reclusos, utilizando a música como ferramenta de humanização.
Eduardo Madeira (parte 2): “Já trabalhei com pessoas absolutamente execráveis, mas como artistas são brilhantes. Prefiro trabalhar com pessoas boas”
OuvidoNeste episódio, Eduardo Madeira reflete sobre sua trajetória artística, abordando a importância de buscar o desconforto para evoluir e a distinção entre talento e caráter. A conversa explora temas profundos como espiritualidade, a força criadora e o impacto do amor e do afeto na resiliência emocional. O diálogo avança para reflexões sobre o impacto de escolhas e acasos na vida, a influência do mar e a importância de valorizar as pequenas coisas. Eduardo partilha também seus medos em relação ao futuro dos filhos e suas ambições de transitar da comédia para a escrita e a interpretação dramática.
Eduardo Madeira (parte 1): “No humor gosto mais de apontar a mira aos poderosos, aos sobranceiros, aos arrogantes, aos chicos-espertos, aos donos disto tudo”
OuvidoNeste episódio, o comediante Eduardo Madeira explora a filosofia do seu humor, focado na crítica ao poder e à arrogância, e detalha o processo de criação do seu novo espetáculo solo, 'Grande entre os Assassinos'. A conversa aborda a natureza do ego e da solidão no entretenimento, a importância da autocrítica e o papel da arte na sociedade. O convidado partilha reflexões profundas sobre superação de perdas familiares, a importância de não se calar perante a violência e o impacto do bullying. A conversa percorre ainda a sua trajetória académica, as origens na Guiné-Bissau e a evolução do papel das mulheres no panorama da comédia nacional.
Grada Kilomba (parte 2): “Interessa-me o chão comum. Na arte quero criar um senso de humanidade, revelando e desmantelando a violência”
OuvidoA segunda parte da conversa com a artista Grada Quilomba aborda o amor como um ato político e uma ferramenta de resistência contra a violência colonial e o racismo. A discussão explora como a mitologia, a improvisação e a arte podem servir para analisar a branquitude e a desconstrução de narrativas de violência. A artista discute a relação entre a sua obra e a desconstrução do conhecimento colonial, mencionando a sua transição da academia para as artes e a importância da democratização do acesso aos museus. Além disso, explora a sua exposição 'O Fundo do Mundo', tratando de temas como a memória histórica, a natureza como arquivo e o desejo de reconstruir cartografias culturais em Portugal.
Grada Kilomba (parte 1): “É fundamental ser radical. Pode ser extremamente libertador e belo. A criação é um ato de absoluta radicalidade”
OuvidoNeste episódio, a artista Grada Quilomba discute a função da arte como ferramenta para humanizar histórias silenciadas e criar novos vocabulários para lidar com traumas históricos. A conversa explora a importância de descolonizar o pensamento e confrontar a negação de Portugal em relação ao seu passado colonial, comparando-a ao processo de reconhecimento observado na Alemanha. A discussão aborda o papel da arte contemporânea na desconstrução de narrativas de género e raça, destacando a importância do saber teórico e da memória de corpos marginalizados. Quilomba partilha ainda reflexões sobre a sua obra 'O Barco' e a sua jornada pessoal de resgate da identidade e dos nomes ancestrais, combatendo os processos de apagamento da assimilação colonial.
António Garcia Pereira (parte 2): “Atuei sempre de acordo com a minha consciência. Quando faço a barba e olho-me ao espelho, não tenho vergonha do que vejo”
OuvidoNesta conversa, o advogado António Garcia Pereira partilha memórias marcantes da sua trajetória, desde casos de justiça e assédio moral até ao seu envolvimento em movimentos de solidariedade e revoltas estudantis. O episódio aborda momentos cruciais da história de Portugal, como as cheias de 67, o assassinato de Ribeiro Santos e a tensão do 25 de Abril. O convidado reflete ainda sobre o seu percurso político no MRPP, a carreira docente e a importância do pensamento crítico. A conversa percorre temas contemporâneos, como a ascensão da extrema-direita, a análise da Presidência da República e a indignação perante injustiças globais, encerrando com reflexões sobre resiliência e cultura.
António Garcia Pereira (parte 1): “Sou um otimista estratégico. Mas vêm aí tempos de luta muito dura pela defesa do pouco que resta da liberdade e democracia no país”
OuvidoNeste episódio, o advogado António Garcia Pereira analisa a proposta de reforma do Código de Trabalho em Portugal, alertando para os riscos de precarização, exploração laboral e o impacto negativo na democracia. O debate aborda a falta de fiscalização, o aumento do trabalho informal e as críticas à atuação do Ministério Público como um 'Estado dentro do Estado'. A discussão estende-se à crise de valores na esquerda política, ao impacto das redes sociais e da inteligência artificial na sociedade, e aos limites da liberdade de expressão perante o discurso de ódio. O episódio encerra com uma reflexão sobre a luta pelos direitos fundamentais e uma homenagem pessoal à trajetória do convidado.
Carla Maciel (parte 2): “O tempo escapa-me das mãos e ainda sonho muito. Quero fazer um filme de terror e uma tragédia grega. Sou chata e insisto. Vou conseguir, nem que seja aos 70”
OuvidoNesta conversa, a atriz Carla Maciel reflete sobre o envelhecimento, a maternidade e a sua entrega aos projetos artísticos, discutindo também a importância da formação académica tardia e o papel da arte como espaço de resistência num mundo marcado pela precariedade. A convidada explora a arte e a cultura como ferramentas de cura e resistência perante desafios sociais e de saúde mental, partilhando memórias pessoais e refletindo sobre a complexidade da experiência feminina. O episódio encerra com uma reflexão sobre os medos inerentes à saúde e à morte, enfatizando a importância de valorizar o presente e os pequenos prazeres da vida.
Carla Maciel (parte 1): “Acredito que tudo é definido pelo amor que colocamos nas coisas. O amor cura tudo. É o que nos define na vida”
OuvidoNesta entrevista, Bernardo Mendonça conversa com a atriz e encenadora Carla Maciel sobre a sua trajetória de resistência e superação na arte. A conversa aborda as dificuldades financeiras e sociais da carreira artística, o relato corajoso de Carla sobre o assédio que a levou a deixar uma companhia de teatro e o seu recomeço em Lisboa. A discussão expande-se para temas como a importância da observação no processo criativo, a influência da história política de Portugal na identidade familiar e a necessidade de maior investimento na cultura. Carla partilha ainda os seus novos projetos de encenação, inspirados na obra de Edgar Allan Poe, e a sua postura ética de valorizar o mérito profissional.
Pedro Marques Lopes (parte 2): “Não descarto a possibilidade de vir a ter um cargo político. Não sei se alguém vai ter a inconsciência total de me propor tal coisa”
OuvidoNesta conversa, Pedro Marques Lopes reflete sobre como a crise da Troika alterou as suas convicções políticas e aborda a radicalização da direita em Portugal. O convidado partilha a sua transição pessoal de uma carreira empresarial infeliz para a comunicação, motivada por um problema de saúde, e explora temas como o desejo não realizado de ser ator e a importância de ser um aliado em causas sociais. A conversa evolui para uma exploração de memórias pessoais, influências musicais — como o impacto dos Smiths e do fado — e recomendações culturais que abrangem literatura, séries e música portuguesa. O episódio encerra com reflexões sobre privilégio, a importância de valorizar os pequenos prazeres do quotidiano e o reconhecimento da sorte de ter tido uma vida benigna.
Pedro Marques Lopes (parte 1): “Estou motivado a não deixar crescer o terrível cancro que são os discursos discriminatórios na comunidade. Sinto essa responsabilidade”
OuvidoNeste episódio, o comentador político Pedro Marques Lopes discute a crise da verdade e o impacto da 'opiniãozinha' na sociedade contemporânea, abordando a desvalorização do conhecimento científico e a ascensão de discursos polarizados. A conversa explora como a meritocracia ilusória e a desinformação nas redes sociais alimentam o ressentimento social e o radicalismo entre os jovens. O debate avança para a análise do panorama político português, questionando o desaparecimento do centro-direita e o papel dos media na reprodução de um debate superficial e mercantilizado. Por fim, os interlocutores refletem sobre a gravidade da violência doméstica e a necessidade de priorizar a proteção das vítimas face às narrativas de medo e insegurança pública.
Teolinda Gersão (parte 2): “Ainda não aprendemos que não pode ser a força bruta, do dinheiro ou das armas a reger o mundo. Eticamente não avançámos nada”
OuvidoNesta conversa, a escritora Tio Linda Gersão relembra a sua trajetória editorial, o seu processo criativo e a escrita como forma de resistência e esperança. A autora partilha memórias sobre a sua rotina aos 86 anos e a sua admiração por figuras como Paula Rego. A discussão explora temas profundos como a espiritualidade, a psicanálise e o impacto da arte, abordando a dor do mundo e a beleza encontrada na simplicidade do quotidiano. O episódio reflete também sobre superação, a importância da bondade e a autonomia sobre a própria vida.
Teolinda Gersão (parte 1): “Sou uma escritora do inconsciente. Escrevo para resistir e para saber o que não sei. Escrever é uma porta para a esperança”
OuvidoNesta entrevista, Bernardo Mendonça conversa com a escritora Tio Linda Gersão sobre a escrita como forma de resistência e a importância da ética e da experiência de vida na construção da voz narrativa. A conversa explora temas como a crítica à competitividade da sociedade moderna, as desigualdades de género, a maternidade e a análise psicológica da obra sobre Marta Freud. A autora reflete ainda sobre a relação entre literatura e psicanálise, partilhando memórias de sua trajetória entre a Alemanha e Portugal. O diálogo aborda o estado da democracia, a crise de valores e preocupações contemporâneas, como o declínio do interesse pela leitura, o impacto das tecnologias na atenção e a necessidade de Portugal superar o seu complexo de inferioridade cultural.
David Fonseca (parte 2): “A minha imagem pública é taciturna, mas levo a vida com humor e parvoíce. É uma forma eficaz de me manter alerta”
OuvidoNesta conversa, David Fonseca explora a sua relação com a moda, a importância da liberdade de expressão e as suas raízes familiares, citando influências como David Bowie. O episódio percorre temas como a criatividade, o papel do humor na resiliência e a importância de valorizar os pequenos prazeres do quotidiano. A discussão evolui para reflexões sobre a percepção da realidade, o desapego ao sucesso comercial na música e a busca por novas sonoridades. O diálogo encerra com sugestões culturais e uma profunda reflexão sobre a 'Sociedade do Cansaço' e a necessidade de estar presente perante as inquietações do mundo.
David Fonseca (parte 1): “Nunca me fascinou ser famoso. Vejo nisso a parte pior da música. Gosto é de fazer canções novas e de tocar ao vivo”
OuvidoNeste episódio, o músico David Fonseca partilha reflexões profundas sobre a importância de viver o presente e os perigos da autodestruição tecnológica e do isolamento social. Através de uma conversa multifacetada, o artista explora o seu processo criativo, a busca pelo desconforto artístico e a recusa da nostalgia, abordando a relação entre a letra e a música e a sua necessidade de constante renovação. A conversa percorre ainda memórias da sua trajetória, desde o auge da fama com o Silence 4 até críticas à cultura de vassalagem ao estrangeiro na música portuguesa. David Fonseca encerra com reflexões sobre a resiliência perante o sofrimento e a importância de manter laços humanos num mundo cada vez mais fragmentado.
Ana Guiomar (parte 2): “Escolho sempre a alegria, mesmo num dia melancólico. Procurei a terapia, que me trouxe segurança e onde aprendo a dizer 'não'”
OuvidoNesta conversa profunda, a atriz Ana Guilmar explora os medos e inseguranças inerentes à sua profissão, abordando temas como a imprevisibilidade da carreira, a maternidade e o impacto da terapia no autoconhecimento e na atuação. O diálogo percorre reflexões sobre a identidade, a importância da integridade artística no teatro clássico e a desconstrução de papéis sociais. A conversa transita por tópicos pessoais e culturais, incluindo a relação com animais, o impacto das redes sociais e o poder das palavras através da poesia. O episódio encerra com sugestões de literatura e cinema, culminando em uma reflexão sobre o envelhecimento e a importância de apreciar as pequenas alegrias da vida e escolher a alegria.
Ana Guiomar (parte 1): “Somos todos ridículos e ainda bem. Gosto muito do meu lado de revisteira. Mas também tenho mau feitio”
OuvidoNesta conversa, a atriz Ana Guilmar partilha reflexões profundas sobre a sua trajetória, abordando a importância da terapia, a escolha pela alegria e a sua experiência no teatro e na televisão. A atriz relembra projetos marcantes como 'Morangos com Açúcar' e 'Festa é Festa', discutindo o rigor profissional e a evolução da sua perceção sobre a arte. A conversa explora também temas como a autenticidade, a gestão da imagem pública e os desafios da indústria audiovisual em Portugal. O episódio encerra com reflexões sobre privacidade, o impacto das redes sociais e a importância dos valores familiares e da comunidade.
Vera Iaconelli (parte 2): “Não sei disputar. Não me interessa a competição. Destaco-me no que faço, mas quero é pertencer. Evito quem atua na inveja. Então faço uma seleção radical, e até sofrida”
OuvidoNesta conversa, Bernardo Mendonça e Vera Iaconelli discutem o envelhecimento, a sexualidade aos 60 anos e a desconstrução de mitos de perfeição sob a perspectiva da psicanálise. O diálogo aborda a importância de ressignificar a palavra 'velha' e reflete sobre as transformações do corpo e da identidade. A conversa também explora temas como lealdade, redes de apoio femininas, a percepção do tempo e análises literárias de obras de Toni Morrison e Clarice Lispector. Os interlocutores encerram com reflexões profundas sobre a finitude humana, a importância da arte e preocupações sociais contemporâneas, como o feminicídio e o impacto das redes sociais.
Vera Iaconelli (parte 1): “Interesso-me pelo inconsciente, pela bizarrice, pelo disruptivo, pelos fios soltos e pela falha. É onde aparece a verdade”
OuvidoNeste episódio, a psicanalista Vera Iaconelli explora a construção da identidade e o papel da psicanálise diante da finitude e dos desejos projetados pelos cuidadores. A conversa aborda o processo de desalienação, onde o sujeito busca autonomia ao distinguir seus próprios desejos das expectativas familiares. A discussão avança para o impacto da escrita como ferramenta de elaboração de traumas e a complexidade das relações familiares em tempos de polarização política. O diálogo também reflete sobre a subjetividade na era digital, as tensões de gênero no movimento feminista e a importância de manter a escuta e a esperança diante de um futuro incerto.
Marco Martins (2ª parte): “Gosto da falha, desde que não venha da preguiça. Há grandes obras de arte que nascem de falhas. No cinema diz-se ‘o erro belo’”
OuvidoNesta conversa, o realizador Marco Martins explora sua trajetória artística, abordando a importância das colaborações, da comunidade de criação e da influência de mentores como Renzo Barsotti. Ele discute o processo criativo como um laboratório de experimentação, onde a intuição, a observação do movimento e a aceitação do erro são fundamentais para a construção da obra. A conversa expande-se para reflexões sobre a relação entre arte, música e sociedade, abordando a encenação de clássicos e o impacto das imagens políticas. O diálogo encerra com reflexões sobre literatura, a importância da ficção e o valor das relações humanas e da paternidade no processo de descoberta pessoal e artística.
Marco Martins (1ª parte): “Vivemos numa sociedade do ego, a ideia de comunidade esvaziou-se. Há uma crise de relações e a arte abre diálogo com o outro”
OuvidoNeste episódio, o realizador Marco Martins discute a sua prática artística, que utiliza a investigação e a inclusão de comunidades marginalizadas para abordar feridas sociais e a desumanização de imigrantes. A conversa explora como a sua obra, 'Um Inimigo do Povo', reflete eventos de violência policial e a manipulação mediática. O diálogo aprofunda-se no papel da arte como espaço de resistência, abordando temas como a memória histórica, a precariedade das novas gerações em Portugal e os desafios impostos pela inteligência artificial. A conversa reflete sobre a importância de preservar o humanismo e a narrativa individual perante a desinformação e as transformações tecnológicas.
Margarida Vila-Nova (parte 2): “O nosso maior inimigo é o medo. Tenho medo do medo que me trava e medo de deixar de sonhar. Sou uma sonhadora nata”
OuvidoNeste episódio, a atriz Margarida Villanova reflete sobre a sua maturidade precoce, o impacto das suas vivências na interpretação e os seus planos para a realização de um telefilme de suspense. A conversa aborda temas profundos como a importância de manter a capacidade de sonhar, a força da amizade e a leitura de uma carta emocionante do seu pai. A conversa estende-se a recomendações culturais, explorando música, literatura, cinema e gastronomia tradicional portuguesa. O episódio encerra com uma reflexão sobre a beleza encontrada nos pequenos gestos e na importância de valorizar as pessoas e os momentos simples do quotidiano.
Margarida Vila-Nova (parte 1): “Gosto muito de representar. A arte tem a capacidade de criar diálogo e de nos calçar os sapatos do outro. Enquanto houver diálogo há esperança”
OuvidoNeste episódio, a atriz Margarida Vila Nova reflete sobre a sua trajetória profissional, desde a infância no cinema até ao período de pausa em Macau, onde trabalhou no comércio de conservas para lidar com o burnout e reencontrar a sua essência. A conversa aborda o impacto de peças como 'À Primeira Vista' e a intensidade emocional de interpretar temas como a violência sexual. A conversa explora ainda a importância de estabelecer limites pessoais, a transição entre televisão, cinema e teatro, e o papel transformador de uma carta deixada pelo seu falecido pai, que serve como uma bússola espiritual. O episódio conta ainda com uma surpresa de Tiago Guedes e uma homenagem de Inês Castelo Branco.
Isabel do Carmo (parte 2): “Continuo a dar consultas aos 85 anos porque adoro ouvir histórias de vida, são fontes de sabedoria, e gosto mesmo de ajudar os outros”
OuvidoEste episódio explora as raízes da resistência política e a natureza da liberdade, partindo de memórias familiares e experiências de infância sob o regime de Salazar até às dinâmicas de poder contemporâneas. Através de conversas sobre a trajetória de Isabel do Carmo e a gestão de Rita Rato no Museu do Aljube, o debate aborda a importância da memória de grupos marginalizados e o combate à violência de género e ao machismo. A discussão expande-se para reflexões sobre a sociedade atual, analisando a tensão entre a liberdade individual e a necessidade de coletividade, o impacto da tecnologia e da inteligência artificial na criatividade humana, e as desigualdades sociais manifestas na pobreza e na saúde pública. O episódio encerra com uma profunda reflexão sobre a importância de encontrar beleza e humanidade mesmo nos contextos de maior adversidade.
Isabel do Carmo (parte 1): “No combate à ditadura tive muito medo. Mas se não resistisse, era como se morresse aos meus olhos. Perderia a dignidade”
OuvidoNesta entrevista, Bernardo Mendonça conversa com Isabel do Carmo sobre a sua trajetória de ativismo antifascista e as memórias da luta contra a ditadura em Portugal. A conversa explora as raízes do pensamento de extrema-direita, as críticas ao sectarismo no período revolucionário e as consequências da transição para o regime capitalista. O episódio detalha a vida na clandestinidade, os desafios da maternidade durante a resistência e as ações das Brigadas Revolucionárias, incluindo a fabricação de explosivos. A reflexão estende-se ao impacto do stalinismo no comunismo e encerra com um emocionante áudio de Sérgio Antunes, questionando as motivações políticas e o equilíbrio entre o desejo individual e o futuro coletivo.
Lídia Jorge (parte 2): “Escrevo ficção na busca de uma verdade. Sozinha sei pouco, mas as personagens que crio ficam a saber muito mais do que eu”
OuvidoNesta conversa, Lídia Jorge reflete sobre a natureza da obra literária, a fugacidade da fama e o processo solitário de criação, abordando também o seu recente Prémio Pessoa. A escritora explora a relação entre a escrita, a fantasia e a busca pela verdade, partilhando a importância de não deixar as ideias perderem o seu momento de urgência. A discussão expande-se para temas como a sensibilidade à justiça, a importância da memória histórica através do cinema brasileiro e as reflexões sobre o envelhecimento e a curiosidade. O episódio encerra com memórias sobre Eduardo Lourenço, o papel das mulheres na política e o anúncio do novo livro da autora.
Lídia Jorge (parte 1): “Acabámos de atravessar a lama. Estou cheia de esperança. Ao mesmo tempo, há avanços em marcha-atrás para as trevas medievais”
OuvidoNesta entrevista, o apresentador Bernardo Mendonça conversa com a escritora Lídia Jorge sobre a função da literatura, a importância do pensamento crítico e os desafios contemporâneos. A conversa aborda a vulnerabilidade da autonomia humana perante a manipulação digital, as bolhas de pensamento e os riscos da inteligência artificial na liberdade de pensamento. O episódio explora ainda o declínio da educação, o impacto de discursos de ódio e a preocupação com o retrocesso democrático. Lídia Jorge partilha memórias de infância, reflexões sobre a identidade e o impacto de suas experiências em África, encerrando com uma reflexão sobre a guerra e uma homenagem de João Melo à sua integridade cívica.
Mateus Solano (parte 2): “Quanto mais famoso me tornei, mais me senti figurante. As pessoas já não olhavam para mim, mas para a personagem que eu fazia na novela”
OuvidoNesta conversa, Mateus Cholano reflete sobre a sacralidade do teatro, a influência de Miguel Tiré e o impacto das redes sociais na convivência humana, discutindo também sua relação com a fama e a importância de valorizar o talento brasileiro. O episódio aborda ainda o papel do artista diante de crises globais, memórias de atores brasileiros e a importância do ambientalismo individual. A discussão aprofunda-se em reflexões sobre o hábito de se acostumar com o desconforto e a perda de sensibilidade, utilizando a literatura de Marina Colasanti como ponto de partida. Os interlocutores exploram medos pessoais, como a perda da memória, e celebram o erro e a beleza das pequenas coisas como ferramentas de crescimento e conexão.
Mateus Solano (parte 1): “Há uma grande perdição neste tempo da pós-verdade e da inteligência artificial. A inteligência que nos move é a da natureza”
OuvidoNeste episódio, o apresentador conversa com o ator Mateus Solano sobre a função política e social do teatro, explorando como a arte pode despertar consciências e desafiar convenções sociais. O diálogo aborda a importância da colaboração em vez da competição e reflete sobre a artificialidade das normas sociais. A conversa percorre a trajetória de Solano, desde sua formação teatral até o impacto de personagens icônicos na televisão brasileira e a importância da representatividade. O debate também contempla reflexões sobre a identidade brasileira, a polarização social e a importância de aceitar a imperfeição e o erro como partes essenciais da existência e da maturidade artística.
Especial ao vivo Podfest 2026 com Daniel Sampaio e Gabriela Moita: “O erotismo é fundamental em todas as fases de uma relação amorosa e em todas as idades”
OuvidoEste episódio explora as profundas transformações nas relações afetivas e na sociedade portuguesa, debatendo como a busca pela verdade, a diversidade e as novas dinâmicas de comunicação influenciam a identidade e o erotismo. Os especialistas analisam o impacto da era digital na saúde mental, abordando desde a obsessão biológica em rupturas amorosas até os riscos de uma educação excessivamente protetora que gera ansiedade nas novas gerações. A discussão percorre temas como a abertura para a não monogamia, os limites da transparência nos casais e a importância de manter a vitalidade através do desejo. O diálogo encerra com reflexões sobre a necessidade de gentileza, solidariedade e a importância de abraçar os pequenos prazeres e os riscos necessários para o desenvolvimento humano.
MARO (parte 2): “Já me disseram que não devia lançar tanta música, nem seguir este estilo. Mas o meu objetivo não é ficar famosa, mas fazer o que gosto”
OuvidoNesta conversa, a cantora Maru aborda a sua ligação familiar com os brasileiros Rafael e Pedro Altério e detalha o processo criativo do seu novo disco na fazenda, onde prioriza a autenticidade em vez de fórmulas da indústria. A artista partilha ainda a influência da sua formação musical e a importância de valorizar as pequenas belezas do quotidiano. O episódio explora a vulnerabilidade no palco e a ausência de uma persona artística, terminando com o anúncio do lançamento do seu novo disco e das próximas datas de concertos em Lisboa e no Porto.
MARO (parte 1): “O mundo terá sempre coisas complicadas. Creio que se houver alguma coisa boa que eu possa trazer ao mundo, é através da música”
OuvidoNeste episódio, exploramos a trajetória da cantora Maru, desde a sua formação na Berklee até ao sucesso no Festival RTP da Canção. A conversa aborda a música como ferramenta de expressão emocional e refúgio perante o cenário global, refletindo sobre a maturidade aos 30 anos e a importância da autenticidade. A artista partilha os desafios da exposição mediática na Eurovisão, a gestão da saúde mental e o impacto das redes sociais na sua vida. O episódio encerra com uma emocionante homenagem do produtor Rafael Altério, celebrando o talento e o vínculo afetivo que une a música e a humanidade.