A História repete-se

A História repete-se

Um diálogo descontraído em torno da História, dos seus maiores personagens e acontecimentos. 'A História repete-se' não é uma aula, mas quer suscitar curiosidade pelo passado e construir pontes com o presente. Todas as semanas Margarida de Magalhães Ramalho e Lourenço Pereira Coutinho partem de um ponto que pode levar a muitos outros... São assim as boas conversas.

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Resumo do episódio

Este episódio explora a história dos títulos de herdeiros da coroa portuguesa, detalhando as transições entre os títulos de Príncipe do Brasil e Príncipe Real. A narrativa aborda o contexto político da monarquia constitucional, examinando as irregularidades eleitorais, a instabilidade sob o governo de João Franco e as tensões entre monárquicos e republicanos. A análise foca na figura de Dom Luís Filipe, destacando a sua personalidade, os seus interesses artísticos e a sua viagem às colónias africanas para afirmar a soberania portuguesa. O episódio culmina na discussão sobre o regicídio, refletindo sobre as motivações da violência política e as especulações históricas sobre como o destino de Portugal poderia ter sido diferente caso o atentado não tivesse ocorrido.

Capítulos

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Destaques

desde 1645, Até à criação do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, o título do herdeiro da coroa era de príncipe do Brasil.

00:01:38 · O locutor explica a evolução histórica das denominações dos herdeiros do trono português.

Portugal tinha na altura, como nós sabemos, e teve ao longo e infelizmente muitas vezes vai continuando a ter, situações que levam a que a população, não tendo ou não conseguindo ultrapassar uma série de frustrações, há um alvo, e neste caso era o rei.

00:12:40 · Discussão sobre como a monarquia servia de bode expiatório para as tensões sociais e políticas da época.

em que matam um rei e um príncipe real e a primeira coisa que fazem é pôr na rua o primeiro-ministro

00:26:34 · Uma citação de Eduardo VII que ilustra a desorientação política após o regicídio.

o infante D. Manuel era um cavalo de cortesias enquanto D. Luís Filipe era um cavalo de combate.

00:37:52 · Uma citação que contrasta as personalidades distintas entre os irmãos Dom Manuel II e Dom Luís Filipe.

alguém que tinha características de personalidade que o poderiam ter tornado um rei com vontade própria e com personalidade... e que não se limitaria a reagir, mas que seria eventualmente proactivo

00:52:51 · O locutor descreve o potencial político do príncipe caso tivesse tido a oportunidade de exercer o seu reinado.

Episódios

243-

Um destino dramático e cruel: o Príncipe Real D. Luís Filipe de Bragança

Este episódio explora a história dos títulos de herdeiros da coroa portuguesa, detalhando as transições entre os títulos de Príncipe do Brasil e Príncipe Real. A narrativa aborda o contexto político da monarquia constitucional, examinando as irregularidades eleitorais, a instabilidade sob o governo de João Franco e as tensões entre monárquicos e republicanos. A análise foca na figura de Dom Luís Filipe, destacando a sua personalidade, os seus interesses artísticos e a sua viagem às colónias africanas para afirmar a soberania portuguesa. O episódio culmina na discussão sobre o regicídio, refletindo sobre as motivações da violência política e as especulações históricas sobre como o destino de Portugal poderia ter sido diferente caso o atentado não tivesse ocorrido.

28 out. 2026
242-

Da fama ao esquecimento: a vida e a obra de Damião de Góis e Francisco de Holanda

Este episódio explora o florescimento do humanismo em Portugal no século XVI, focando nas figuras de Damião de Góes e Francisco de Holanda. A discussão aborda as ligações destes intelectuais com a Europa flamenga e italiana, a importância da corte portuguesa como polo de saber universal antes da Contrarreforma e a visão mítica de Lisboa e Évora. A conversa analisa também a transição cultural para a Contrarreforma, o impacto das mudanças nas artes plásticas e o legado urbanístico da Baixa Pombalina após o terramoto, refletindo sobre como este período moldou a identidade intelectual e estética do país.

21 out. 2026
241-

Das bandeiras às moedas, da esfera armilar aos cravos de abril: os símbolos e emblemas que marcaram a História de Portugal

Neste episódio, o historiador Miguel Metel de Seixas explora a importância da heráldica e das imagens como fontes históricas fundamentais, criticando o distanciamento entre a análise visual e a historiografia tradicional. A conversa percorre a evolução dos símbolos portugueses, desde as influências francesas na escolha do azul e a integração de elementos como a bordadura de castelos, até à transição para os emblemas da República. A discussão abrange também a evolução de outros símbolos de poder, como moedas, ordens honoríficas e a iconografia de heróis nacionais. O debate conecta a heráldica medieval a elementos da cultura contemporânea, incluindo o futebol e os ícones da Revolução de 25 de Abril, analisando como a identidade portuguesa é construída através da ressignificação de símbolos visuais.

14 out. 2026
240-

Talvez a melhor do Mundo: a História da cortiça e da indústria corticeira portuguesa

Este episódio explora a trajetória histórica e económica da indústria da cortiça, desde as suas utilizações ancestrais na construção civil até à sua importância vital na indústria vinícola. Analisamos como o setor evoluiu de um modelo de exportação de matéria-prima para uma indústria de alto valor acrescentado, destacando inovações tecnológicas como o aglomerado de cortiça. A narrativa percorre a expansão do sobreiro pelo território nacional, as mudanças nas estruturas de propriedade no Alentejo e o impacto de eventos como a reforma agrária e a ameaça do plástico. O episódio também aborda a relevância global da cortiça portuguesa e o seu papel fundamental na sustentabilidade ambiental moderna.

07 out. 2026
239-

A vida intensa e conturbada de Leonor de Almeida Portugal, condessa de Oeynhausen e marquesa de Alorna

Este episódio explora a vida e o legado da Marquesa da Alorna (Alcipe), detalhando sua trajetória marcada pela infância em clausura devido à perseguição política contra a família Távora. A conversa aborda sua formação intelectual iluminista, sua influência nos salões literários e seu papel de transição entre os ideais da Revolução Francesa e as tradições católicas. A narrativa percorre suas relações com figuras como o Marquês de Pombal e Napoleão, sua vida na corte vienense e seu compromisso com a educação feminina em Portugal. Por fim, discute-se a importância da pesquisa histórica para a adaptação de sua história para a televisão.

30 set. 2026