Expresso da Manhã

Expresso da Manhã

Neste podcast diário, Paulo Baldaia conversa com os jornalistas da redação do Expresso, correspondentes internacionais e comentadores. De domingo a sexta-feira, a análise das notícias que sobrevivem à espuma dos dias

00:00
00:00

Resumo do episódio

O episódio aborda a controvérsia em torno de Marco Rupnik, padre e artista plástico acusado de abusos sexuais, psicológicos e espirituais contra mulheres adultas. A discussão centra-se no dilema ético e religioso sobre a possibilidade de separar a obra artística do autor, focando na decisão do Santuário de Lourdes de cobrir os mosaicos de Rupnik em contraste com a posição de manutenção das obras no Santuário de Fátima. Através da análise do especialista Filipe Daviláres, o programa explora as implicações para a Igreja Católica e o impacto emocional destas obras para as vítimas.

Capítulos

Clique num capítulo para ir diretamente ao momento no episódio.

Destaques

Não estamos aqui a falar de abuso de crianças. mas sim de mulheres adultas, embora se possa argumentar que se trata de mulheres vulneráveis

00:03:33 · O especialista esclarece a natureza específica das acusações contra o padre Rupnik.

Fátima emitiu um comunicado a dizer que tem toda a solidariedade com as vítimas, [...] mas que não ia retirar nem cobrir a imagem.

00:05:32 · Apresenta a posição oficial do Santuário de Fátima perante o escândalo.

A maioria falou no perigo de se confundir a obra com o artista.

00:09:46 · Reflete sobre um dos principais argumentos utilizados por bispos para justificar a manutenção das obras.

Houve um bispo que me disse que, também por uma questão de respeito para com a equipa de Rupnik que montou, de facto, que executou, de facto, um mosaico, seria uma falta de respeito para, com o seu trabalho, estar a retirá-lo só por causa de Rupnik.

00:10:22 · Expõe uma perspetiva inesperada sobre o valor do trabalho coletivo na execução das obras.

isto leva a que, como disse o Bispo de Lourdes, a obra, neste caso, não seja possível dissociar a obra do abuso.

00:11:38 · Conclui sobre a dificuldade de separar o processo criativo das condutas abusivas relatadas.

Episódios

1968-

Artista da Basílica de Fátima acusado de abusos, mas Igreja portuguesa prefere o silêncio

O episódio aborda a controvérsia em torno de Marco Rupnik, padre e artista plástico acusado de abusos sexuais, psicológicos e espirituais contra mulheres adultas. A discussão centra-se no dilema ético e religioso sobre a possibilidade de separar a obra artística do autor, focando na decisão do Santuário de Lourdes de cobrir os mosaicos de Rupnik em contraste com a posição de manutenção das obras no Santuário de Fátima. Através da análise do especialista Filipe Daviláres, o programa explora as implicações para a Igreja Católica e o impacto emocional destas obras para as vítimas.

18 set. 2026
1967-

Gustavo Carvalho: “Ed Sheeran está a aceitar que exista censura na sua digressão”

Neste episódio do Expresso da Manhã, Paulo Baldaia conversa com Gustavo Carvalho, autor do podcast Humor, à primeira vista, sobre a crescente influência da política na atuação de artistas e o fenómeno do cancelamento. O debate explora casos recentes, como a exclusão do rapper McLemore da digressão de Ed Sheeran devido a posições políticas sobre o conflito entre Israel e Palestina, e as polémicas envolvendo Jerry Seinfeld e festivais de comédia. A discussão aborda a dificuldade de separar a arte da posição política dos criadores, analisando se o silêncio ou a retirada de cartazes constituem uma forma de protesto eficaz ou uma forma de autocensura condicionada por interesses económicos e pressões sociais.

17 set. 2026
1966-

Setembro trouxe regresso às aulas, gasolina mais cara, inflação e subida de juros. Começa o ano familiar

O episódio do Expresso da Manhã aborda a crise na escola pública portuguesa no início do ano letivo, focando-se na falta de vagas para centenas de alunos e na escassez de professores. Através de uma conversa com a jornalista Joana Pereira Bastos, discute-se como reformas administrativas no Ministério da Educação e o desmantelamento de estruturas regionais dificultaram a colocação de alunos em turmas. O debate estende-se à falta de docentes devido ao envelhecimento da carreira, baixos salários e o elevado custo de vida em regiões como Lisboa e Algarve, além do impacto das turmas superlotadas na qualidade do ensino.

16 set. 2026
1965-

Supremo brasileiro tenta limpar as nódoas deixadas pelo maior crime financeiro da história

O episódio aborda a crise institucional no Supremo Tribunal Federal brasileiro, focando nas investigações envolvendo o caso do Banco Master e mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A discussão explora as implicações políticas dessa crise para as eleições brasileiras, mencionando o impacto nas intenções de voto e a percepção de desconfiança da população em relação à Corte. A análise detalha o rito inédito de uma sessão extraordinária no plenário, os conflitos entre ministros como Alexandre de Moraes e André Mendonça, e as suspeitas que se estendem a outros magistrados. O debate também contempla as reivindicações da sociedade por maior transparência e a criação de um código de ética para o Supremo.

15 set. 2026
1964-

Os ministros são tão maus como o populismo os pinta? Quem nos andou a governar nos últimos 50 anos?

O episódio explora os resultados do estudo 'Quem governa Portugal', da Fundação Francisco Manuel dos Santos, que analisa o perfil dos políticos que ocuparam cargos governativos em democracia. Através de uma conversa com o cientista político António Costa Pinto, discute-se a complexidade das competências dos ministros, abrangendo desde a experiência política e académica até à especialização técnica. A análise revela tendências sobre o recrutamento de elites da sociedade civil, a distinção entre ministros políticos e especialistas, e os desafios de atrair talento do setor privado para o governo. O debate aborda ainda questões de género, idade e o impacto da qualidade técnica na elaboração de legislação no contexto democrático português.

14 set. 2026