José Manuel Fernandes e Helena Matos|2108 - Invasão de Ceuta é um aviso para toda a Europa? — Debate
O olhar único de José Manuel Fernandes para os principais acontecimentos do dia. Programa aberto à participação dos ouvintes que quiserem dar a sua opjnião. Basta inscreverem-se pelo 910024185. Todos os dias às 10h10 na Rádio Observador.
00:00
00:00
Resumo do episódio
Este episódio analisa a recente crise migratória em Ceuta, explorando as causas por trás da chegada massiva de pessoas e o papel das redes sociais na propagação do movimento. O debate aborda as implicações geopolíticas, investigando se o evento pode ser uma estratégia de guerra híbrida orquestrada por atores externos para desestabilizar a Europa.
A discussão estende-se às consequências políticas para o governo de Pedro Sánchez, avaliando o seu isolamento diplomático e os desafios à soberania espanhola. Por fim, analisa-se o papel estratégico de Marrocos como potência regional e as implicações desta instabilidade para a segurança e a política externa de Portugal e da União Europeia.
Capítulos
Clique num capítulo para ir diretamente ao momento no episódio.
Destaques
Dezenas de milhares é uma coisa que nunca tínhamos visto. Vamos lá ser francos. Nunca tínhamos visto algo daquela dimensão.
00:04:05 · O interlocutor enfatiza a escala sem precedentes do fluxo migratório ocorrido em Ceuta.
isto entra nitidamente do playbook da guerra híbrida, quer dizer, Os objetivos amontantes serão esses?
00:24:34 · O Tenente-General Marco Serronha sugere que a movimentação de massas pode ser uma tática deliberada de desestabilização.
No mundo real é evidente que Sanchas está completamente isolado e está de resto a pagar, no fundo, a conta daquilo que tem sido a sua política ao longo dos últimos anos
00:33:48 · O analista Jorge Fernandes avalia o estado de isolamento diplomático do Primeiro-Ministro espanhol perante os seus parceiros europeus.
Portugal tem aqui na instabilidade daquilo futura, daquilo que é a Espanha, acho que temos aqui muito com que nos preocupar
01:07:31 · O orador expressa a preocupação de Portugal face às possíveis consequências da instabilidade política em território espanhol.
Na altura entraram cerca de 10 mil pessoas. Mas aquilo que nós assistimos na semana passada foi uma crise de soberania.
01:21:52 · O convidado Gonçalo Duté Cevada diferencia a crise humanitária de 2021 da recente crise de soberania ocorrida na fronteira espanhola.
Este episódio analisa a recente crise migratória em Ceuta, explorando as causas por trás da chegada massiva de pessoas e o papel das redes sociais na propagação do movimento. O debate aborda as implicações geopolíticas, investigando se o evento pode ser uma estratégia de guerra híbrida orquestrada por atores externos para desestabilizar a Europa.
A discussão estende-se às consequências políticas para o governo de Pedro Sánchez, avaliando o seu isolamento diplomático e os desafios à soberania espanhola. Por fim, analisa-se o papel estratégico de Marrocos como potência regional e as implicações desta instabilidade para a segurança e a política externa de Portugal e da União Europeia.
Publicado03 ago. 2026
Duração1:41:24
Episódios
2108-
Invasão de Ceuta é um aviso para toda a Europa? — Debate
Ouvido
Este episódio analisa a recente crise migratória em Ceuta, explorando as causas por trás da chegada massiva de pessoas e o papel das redes sociais na propagação do movimento. O debate aborda as implicações geopolíticas, investigando se o evento pode ser uma estratégia de guerra híbrida orquestrada por atores externos para desestabilizar a Europa.
A discussão estende-se às consequências políticas para o governo de Pedro Sánchez, avaliando o seu isolamento diplomático e os desafios à soberania espanhola. Por fim, analisa-se o papel estratégico de Marrocos como potência regional e as implicações desta instabilidade para a segurança e a política externa de Portugal e da União Europeia.
03 ago. 2026
2107-
A invasão de Ceuta é um aviso e um alerta para toda a Europa
Ouvido
O episódio analisa a recente vaga migratória que tentou alcançar o enclave espanhol de Ceuta, partindo do norte de Marrocos. O debate explora as causas deste fenómeno, descartando teorias de conspiração e focando-se no impacto da viralização de conteúdos nas redes sociais e na pressão constante sobre as fronteiras do Mediterrâneo Sul.
A discussão aborda também a reação política europeia, destacando a carta enviada por 22 chefes de governo a Bruxelas para criticar as políticas migratórias espanholas. São discutidos temas como o tratamento de menores não acompanhados, a regularização extraordinária de imigrantes na Espanha e as implicações da gestão de fronteiras para a segurança e organização das comunidades políticas europeias.
03 ago. 2026
2106-
O espião português que se vendeu aos russos — Debate
Ouvido
Este episódio explora o caso de Frederico Carvalhão Gil, ex-funcionário do CIS detido por passar informações a um espião russo, analisando as implicações da decisão das autoridades portuguesas de tornar pública uma investigação que poderia ter sido resolvida internamente. A discussão aborda a natureza histórica e moderna da espionagem, desde técnicas clássicas de infiltração russa através de negócios até os desafios da ciberespionagem.
Os interlocutores debatem as vulnerabilidades de Portugal perante interesses estrangeiros, a falta de uma cultura de segurança nacional e como fragilidades económicas e sociais facilitam operações de inteligência. A conversa expande-se para uma análise crítica sobre a eficácia dos serviços de informação nacionais e o impacto da literatura de espionagem na compreensão de temas como traição e dissimulação.
31 jul. 2026
2105-
Os 30 dinheiros e as tentações de um traidor português
Ouvido
O episódio de hoje do Contra Corrente explora o caso de Frederico Carvalhão Gil, um antigo funcionário do CIS detido em Roma em maio de 2016 por passar informações secretas a um espião russo. A narrativa detalha a operação de vigilância que envolveu agentes portugueses e italianos e culminou na prisão em flagrante delito durante uma entrega de documentos.
A discussão aborda as motivações por trás da traição, o estilo de vida do agente e a importância da denúncia feita por serviços externos. O programa também destaca a presença de figuras públicas que intervieram no processo, como o juiz Ivo Rosa e o polícia Luís Neves, levantando questões sobre a eficácia e a vigilância do sistema de informações em Portugal.
31 jul. 2026
2104-
Luís Neves explicou, mas ficou tudo claro? — Debate
Ouvido
Este episódio analisa as recentes controvérsias envolvendo o Ministro da Administração Interna, Luís Neves, focando na gestão de materiais apreendidos e em pagamentos em numerário. Os interlocutores debatem a validade das explicações ministeriais e os riscos da informalidade no Estado, questionando o impacto destas práticas na autoridade das instituições públicas.
A discussão estende-se às tensões institucionais entre a Polícia Judícia, o Ministério Público e o Governo, abordando o risco de uma crise de confiança nas forças de segurança. O debate explora ainda as estratégias políticas de figuras como André Ventura e a necessidade de escrutínio para preservar a integridade das instituições de soberania em Portugal.
30 jul. 2026
2103-
Luís Neves explicou-se, mas não matou as polémicas
Ouvido
O episódio do programa Contracorrente analisa as recentes explicações prestadas pelo Ministro da Administração Interna, Luís Neves, sobre as polémicas e irregularidades que o envolvem. A discussão aborda a tentativa do ministro de se apresentar como alguém que cometeu erros por falta de licenças em nome de uma lógica de poupança ao Estado, mas sem enriquecimento ilícito.
A análise explora as consequências políticas deste caso, incluindo a crítica à transição direta da Direção da Judiciária para o governo e a utilização do chamado "jeitinho" na gestão de problemas. O debate também contempla a reação da oposição, a iniciativa de criação de uma comissão de inquérito pelo Chega e os desafios que o ministro enfrentará nos próximos meses.
30 jul. 2026
2102-
Em que ponto está a tensão política no governo? — Debate
Ouvido
Este episódio analisa a crise de legitimidade e o desgaste das instituições portuguesas perante as recentes polémicas políticas. Os interlocutores debatem a estratégia de silêncio do governo, os problemas estruturais da administração pública e o impacto da gestão de figuras controversiais, como Luís Neves, na confiança do eleitorado.
A discussão explora como a perceção de uma cumplicidade entre o PS e o PSD, aliada à inação de figuras institucionais como o Presidente da República, pode alimentar o crescimento de forças políticas de rutura, nomeadamente o Chega. Analisa-se o risco de um descrédito que ultrapassa os partidos e ameaça a estabilidade do próprio regime democrático.
29 jul. 2026
2101-
Tensão política no governo: aquece, arrefece ou... apodrece?
Ouvido
O episódio do Contra Corrente analisa a atualidade política portuguesa, focando-se na persistência de temas polémicos que dominam a agenda mediática durante o período de agosto. A discussão aborda casos distintos, como as controvérsias envolvendo Luís Neves e os problemas nos exames do ensino secundário, além da recente vandalização do gabinete de André Ventura na Assembleia da República.
O debate explora se a estratégia do governo de aguardar pelo remanso do verão será eficaz ou se estes episódios contribuem para um sentimento de apodrecimento político e desconfiança nas instituições. O programa reflete sobre como a acumulação de crises e a perceção de que os políticos são todos iguais impactam a relação entre o país e o regime.
29 jul. 2026
2100-
Estará a Europa perto de ficar "cercada" pelo fogo? — Debate
Ouvido
Este episódio explora a profunda mudança na natureza dos incêndios florestais em Portugal, analisando a transição do fogo como uma ferramenta de gestão territorial para um elemento de catástrofe. Através de debates sobre o abandono rural e a acumulação de biomassa, os especialistas discutem como a lógica de emergência e combate tem negligenciado a importância vital da prevenção e da gestão estruturada do território.
A discussão aborda ainda os desafios da governança, comparando modelos centralistas com abordagens descentralizadas, e critica a desestruturação de instituições públicas. O debate destaca a necessidade urgente de políticas que integrem a atividade económica, a manutenção de serviços ecossistémicos e uma administração pública qualificada para enfrentar o paradoxo de um território cada vez mais vulnerável a episódios extremos.
28 jul. 2026
2099-
2026 é o ano em que o mundo está "cercado pelo fogo"?
Ouvido
O episódio do programa Contra a Corrente aborda a nova e preocupante dinâmica dos incêndios florestais na Europa, analisando fenómenos meteorológicos extremos como as nuvens pirocumulonimbus. A discussão foca-se na transição de fogos puramente rurais para ameaças que se aproximam de centros urbanos, citando casos recentes em França e Espanha.
A análise explora a ideia do fogo que cria a sua própria meteorologia e o paradoxo do combate eficaz a pequenos incêndios, que pode resultar no acúmulo de biomassa e aumentar o risco de grandes catástrofes. O debate propõe uma reflexão sobre a necessidade de mudar a nossa relação com o fogo perante esta nova realidade climática.
28 jul. 2026
2098-
Estreia. "A vida dupla do espião traidor". Episódio 1: Há uma toupeira à solta no SIS
Ouvido
Este episódio detalha a investigação contra Frederico Carvalhão Gil, um agente do SIS suspeito de traição e espionagem para a Rússia. A narrativa revela como a CIA alertou as autoridades portuguesas sobre o risco de vazamento de segredos da NATO, desencadeando uma operação interna para isolar o agente sem que ele percebesse.
A investigação explora a inevitabilidade de 'toupeiras' nos serviços de inteligência, citando exemplos históricos na CIA e na Alemanha. O episódio aborda também os métodos de recrutamento russo e os detalhes da viagem de Carvalhão Gil à Eslovénia sob vigilância do CIS.
28 jul. 2026
2097-
Trump tem mesmo alternativas para vencer o Irão? — Debate
Ouvido
Este episódio analisa as complexas tensões geopolíticas no Médio Oriente, focando-se na instabilidade das rotas marítimas nos estreitos de Ormuz e Bab-el-Mandeb e nas implicações para o preço dos combustíveis globais. Através de uma análise detalhada, discute-se a estratégia nuclear iraniana, os desafios logísticos de defesa dos Estados Unidos e a vulnerabilidade da Europa face à crise energética e à dependência de fornecedores externos.
A discussão aborda ainda as repercussões das eleições americanas na economia global, o papel estratégico de Marrocos e os riscos de uma escalada armamentista na região. O debate explora como a interrupção do fornecimento de gás e petróleo impacta diretamente a segurança energética europeia e a estabilidade dos mercados de refinados.
27 jul. 2026
2096-
Quais são mesmo as alternativas de Trump para vencer o Irão?
Ouvido
O episódio analisa as recentes tensões geopolíticas envolvendo os Estados Unidos, o Irão e o impacto nos mercados globais de energia. O debate foca-se na pausa anunciada pelo presidente Trump nas trocas de fogo e nas incertezas diplomáticas num período que antecede as eleições americanas de novembro. São discutidos os desafios militares impostos pelos mísse e drones iranianos, a vulnerabilidade do tráfego marítimo no Mar Vermelho e as implicações para o preço do petróleo.
A análise aborda também a relevância das visitas diplomáticas a Washington, incluindo Benjamin Netanyahu e Vladimir Zelensky, e o papel de figuras políticas como o falecido senador Lindsey Graham. O programa explora a interconexão entre conflitos regionais em estreitos estratégicos e a volatilidade dos preços dos combustíveis.
27 jul. 2026
2095-
Fernando Alexandre está a vencer crise dos exames — Debate
Ouvido
Este episódio analisa as falhas e os desafios na implementação da digitalização dos exames nacionais em Portugal, abordando problemas logísticos, erros de codificação humana e a falta de transparência no processo. Os interlocutores debatem o impacto destas incertezas na confiança do sistema educativo e nas candidaturas ao ensino superior.
A discussão explora também a responsabilidade política na gestão da crise, a necessidade de planos de contingência tecnológicos e a importância de utilizar processos piloto para validar novas metodologias. O debate conclui com uma reflexão sobre a separação entre avaliação contínua e exames nacionais, defendendo a transparência e a aprendizagem com os erros cometidos.
24 jul. 2026
2094-
Fernando Alexandre sairá como vencedor da crise dos exames
Ouvido
O episódio do programa Contracorrente debate o desfecho da segunda fase dos exames do 12º ano e o impacto das recentes alterações no processo de avaliação. A discussão foca-se na ausência de grandes contestações ou pedidos de reavaliação, apesar do receio inicial de erros graves como provas trocadas ou respostas em branco. Analisa-se também a gestão política do Ministro da Educação perante as falhas sistémicas e a eficácia das novas estruturas centralizadas de digitalização de exames.
24 jul. 2026
2093-
Portugal começou mesmo há 900 anos? — Debate
Ouvido
Este episódio explora as comemorações dos 900 anos da formação de Portugal, analisando o debate histórico entre a Batalha de São Mamede e o Tratado de Zamora. Os interlocutores discutem a construção da identidade nacional como um processo de longa duração, abordando a importância das bulas papais, o papel da arqueologia e a estabilidade singular das fronteiras portuguesas.
A discussão também reflete sobre a interpretação histórica e os riscos da politização do passado. Os historiadores debatem como eventos como a derrota em Badajoz moldaram a identidade atlântica do país e defendem que as celebrações históricas devem servir como um projeto educativo e científico, evitando o uso ideológico de datas fundacionais.
23 jul. 2026
2092-
Comemorações. Será que Portugal começou mesmo há 900 anos?
Ouvido
O episódio do programa Contracorrente discute a importância histórica e política das celebrações dos 900 anos da fundação de Portugal. Com a nomeação de Paulo Portas como comissário para as comemorações, o debate foca-se na relevância de marcos como a Batalha de São Mamede, o Tratado de Zamora e a conquista de Lisboa. O historiador José Manuel analisa se estas datas são meros eventos militares ou processos complexos de construção de identidade nacional, envolvendo alianças nobiliárquicas, influência da Casa de Borgonha e o papel da Igreja.
23 jul. 2026
2091-
A nova era do Reino Unido. O que mudou ou não mudou — Debate
Ouvido
Este episódio analisa a profunda transformação política e económica no Reino Unido, examinando a instabilidade do sistema parlamentar britânico e o declínio do bipartidarismo tradicional perante o surgimento de novos movimentos. O debate explora os desafios do governo de Keir Starmer, focando na gestão da dívida pública, nos dilemas entre investimento em defesa e o Estado Social, e nas incertezas fiscais que pairam sobre o país.
A análise estende-se ao impacto regional e urbano, destacando o modelo de desenvolvimento de Manchester sob a liderança de Andy Burnham, bem como as tensões sociais decorrentes do Brexit, da imigração e do multiculturalismo. Os interlocutores discutem ainda a resiliência da City de Londres e as consequências das políticas pós-Brexit para a economia britânica.
22 jul. 2026
2090-
O Reino Unido tem novo governo, terá novas políticas?
Ouvido
O episódio analisa a tomada de posse de Andy Burnham como novo primeiro-ministro do Reino Unido e os desafios imediatos do seu governo. A discussão foca na legitimidade política de Burnham, nas controvérsias sobre o financiamento de medidas populistas, como a redução do IVA na eletricidade, e no impacto orçamental destas decisões. O debate aborda ainda o cenário de fragmentação do sistema bipartidário britânico e o clima de tensão política no país.
22 jul. 2026
2089-
Praias privadas em Portugal, excepção ou tendência? — Debate
Ouvido
Este episódio explora as complexas polémicas em torno do acesso às praias em Portugal, analisando o conflito entre o domínio público marítimo e os direitos de propriedade privada estabelecidos por legislações anteriores a 1864. Através de debates com especialistas como o arquiteto Henrique Pereira dos Santos e o advogado José Eduardo Martins, discute-se como a incapacidade de gestão do Estado, a erosão costeira e o impacto de empreendimentos imobiliários na Península de Setúbal e Troia criam barreiras físicas e económicas ao uso democrático do litoral.
A discussão aborda ainda os desafios jurídicos da legislação ambiental e o risco de que regulamentações sejam utilizadas como ferramentas de seleção social ou para garantir privilégios. O debate culmina numa reflexão sobre a necessidade de um Estado de Direito que garanta a fiscalização rigorosa e o cumprimento das normas, evitando que a omissão perante abusos comprometa os recursos que pertencem a todos.
21 jul. 2026
2088-
Praias privadas: mais uma polémica de Verão ou uma ameaça?
Ouvido
O episódio aborda a polémica em torno das praias privadas e o conflito entre o domínio público marítimo e a propriedade privada. Através da análise de casos como a Herdade da Comenda e a Praia de Alpertuche, discute-se o enredo legal que envolve marcos históricos, como as definições estabelecidas pelo Rei D. Luís em 1864 e o uso do equinócio para delimitar fronteiras legais.
A discussão explora a tensão entre os direitos de proprietários com registos antigos e o direito de acesso dos banhistas, mencionando conceitos técnicos como a linha LIMPAV (linha de máxima de águas vivas e equinocciais). O debate estende-se ao impacto social destas restrições no imaginário de liberdade e uso do espaço público durante o verão.
21 jul. 2026
2087-
O que mantém Luís Neves no Governo? — Debate
Ouvido
Este episódio analisa as sucessivas polémicas que envolvem o Ministro da Administração Interna, Luís Neves, focando-se em questões éticas e possíveis conflitos de interesses. O debate aborda desde irregularidades relacionadas com obras em propriedades privadas e a gestão de bens apreendidos pela Polícia Judiciária até à movimentação de materiais perigosos para empresas particulares.
A discussão explora a crise de integridade e a falta de mecanismos de responsabilização política em Portugal, alertando para o risco reputacional das instituições. Os interlocutores debatem como a informalidade na gestão pública e a perceção de impunidade podem alimentar o populismo e o desgaste do regime democrático.
20 jul. 2026
2086-
A casa, a piscina e o atrelado. Quem segura Luís Neves?
Ouvido
O episódio analisa a situação política do ministro Luís Neves perante uma série de polémicas recentes que envolvem questões éticas e de legalidade. A discussão aborda desde o uso de um empreiteiro com ligações à Polícia Judiciária até irregularidades em obras particulares, como a conversão de um tanque em piscina, e o caso intrigante de químicos para produção de cocaína encontrados em instalações de um empresário amigo.
A análise explora a reação política, observando que, ao contrário de outros ministros, as pressões por demissão não provêm da esquerda parlamentar, mas sim do partido Chega. O debate reflete sobre a imagem pública do ministro, o impacto dos inquéritos em curso e a dinâmica de poder e crítica na política portuguesa atual.
20 jul. 2026
2085-
70 anos da Gulbenkian. O que fez ela por Portugal? — Debate
Ouvido
Este episódio explora a trajetória histórica e o impacto profundo da Fundação Calouste Gulbenkian em Portugal, desde a preservação do legado de seu fundador até ao seu papel como pilar cultural, científico e social. A discussão aborda a importância da instituição na modernização do país, o financiamento de bolsas de investigação e a democratização do acesso à cultura através de iniciativas como as bibliotecas itinerantes.
O debate percorre também as complexidades políticas e fiscais da Fundação, analisando sua relação com o Estado durante o regime de Salazar e a transição para a democracia. São discutidos temas como a gestão estratégica de coleções de arte, os desafios impostos pelas alterações geopolíticas aos seus rendimentos e a necessidade contínua de a instituição responder às novas necessidades da sociedade portuguesa.
17 jul. 2026
2084-
A Gulbenkian faz 70 anos. O que seria de Portugal sem ela
Ouvido
Neste episódio do programa Contracorrente, o analista José Manuel Fernandes discute o legado e a importância histórica da Fundação Calouste Gulbenkian, que celebra 70 anos de existência. A conversa explora como a instituição desempenhou um papel fundamental na cultura e na ciência em Portugal, chegando a atuar como um substituto para ministérios inexistentes durante períodos de restrição política.
A análise aborda desde o valor internacional da coleção do Museu Gulbenkian até o impacto das bolsas de estudo e das bibliotecas itinerantes no desenvolvimento do país. O debate também contempla as mudanças estruturais na gestão do património da fundação, a sua relevância económica atual e os desafios enfrentados para manter o seu padrão de excelência num contexto globalizado.
17 jul. 2026
2083-
Debate do Estado da Nação é só um "disco riscado"? — Debate
Ouvido
O episódio analisa o debate do Estado da Nação e a urgência de reformas estruturais em Portugal, abordando temas críticos como saúde, educação e fiscalidade. Os interlocutores discutem as dificuldades na implementação de mudanças profundas, a necessidade de modernização tecnológica e os impactos das políticas fiscais na competitividade económica.
A discussão estende-se às crises de governação nos ministérios da Educação e Saúde, destacando os desafios na correção dos exames nacionais e o risco de perda de confiança no sistema educativo. O debate aborda ainda a resiliência do PIB através do investimento e as dinâmicas de pressão política entre o governo e a oposição durante o parlamento.
16 jul. 2026
2082-
Debate do Estado da Nação: o mesmo disco riscado de sempre?
Ouvido
O episódio aborda a expectativa em torno do debate anual sobre o Estado da Nação no Parlamento, com a presença do Primeiro-Ministro Luís Montenegro. A discussão analisa a relevância atual destes debates face à frequência das intervenções parlamentares e explora temas polémicos recentes, como os exames do secundário e as obras na residência do ministro Luís Neves.
A análise aprofunda a dificuldade de implementar reformas estruturais em Portugal, mencionando áreas críticas como a reforma laboral, o sistema de segurança social e a reforma do Estado. O debate também toca na questão da produtividade económica e na ausência de um milagre económico português, questionando a eficácia das medidas atuais para promover o crescimento real.
16 jul. 2026
2081-
Guerra no Irão recomeçou? — Debate
Ouvido
Este episódio analisa a escalada de tensões militares entre o Irão e os Estados Unidos, explorando as implicações para a segurança global e o mercado energético. O debate aborda a vulnerabilidade do Estreito de Ormuz, a crise na capacidade de refinação e como a transição energética na China para veículos elétricos está a alterar a dependência mundial do petróleo.
A discussão estende-se às incertezas geopolíticas, incluindo o papel da Guarda Revolucionária Iraniana, as estratégias de dissuasão dos EUA e os impactos das políticas tarifárias internacionais. São examinados ainda os riscos de recessão ligados ao investimento em Inteligência Artificial e a resiliência das economias modernas face a choques inflacionários e instabilidades no Médio Oriente.
15 jul. 2026
2080-
Recomeçou a Guerra no Irão e quase nem demos por isso?
Ouvido
O episódio analisa o recente anúncio de Donald Trump sobre o fim do cessar-fogo e o reinício das operações militares e bloqueios navais direcionados a portos iranianos. A discussão foca na incerteza sobre se o conflito no Estreito de Ormuz representa um recomeço efetivo da guerra ou apenas uma escalada temporária nas hostilidades.
O debate aborda as implicações geopolíticas do uso de poderes executivos pelos Estados Unidos, a instabilidade política no regime iraniano após as exéquias do Ayatollah Khomeini e os possíveis impactos na economia mundial, especificamente no mercado de petróleo e nas rotas de navegação.
15 jul. 2026
2079-
Chat Control é uma boa intenção ou ideia perigosa? — Debate
Ouvido
Este episódio explora a controvérsia em torno do 'Chat Control' no Parlamento Europeu, analisando as propostas de monitorização de comunicações para combater crimes graves como a pedofilia. O debate aborda os riscos à privacidade e à encriptação, alertando para o perigo de tratar todos os cidadãos como suspeitos e para a possibilidade de falsos positivos em larga escala.
A discussão aprofunda as implicações técnicas e éticas da vigilância tecnológica, questionando se as medidas propostas são proporcionais ou se representam um excesso securitário. São abordados temas como a vulnerabilidade dos metadados, o papel das Big Techs na soberania digital e os desafios do processo legislativo europeu perante a evolução das tecnologias de comunicação.
14 jul. 2026
2078-
Chat control: "Cuidado, está a ser vigiado"
Ouvido
O episódio do programa Contracorrente aborda a controvérsia em torno do mecanismo 'Chat Control' no Parlamento Europeu. A discussão foca na votação que permitiu o prolongamento de um processo legislativo de urgência, possibilitando que empresas tecnológicas analisem mensagens não encriptadas para detetar material de abuso sexual infantil. O debate explora as implicações sobre a privacidade dos cidadãos, o risco de falsos positivos e a transparência dos procedimentos legislativos realizados durante períodos de ausência de eurodeputados.
14 jul. 2026
2077-
50 anos da presidência de Eanes. O que nos deixou? — Debate
Ouvido
Este episódio explora o legado político de Ramalho Eanes, analisando a sua ascensão à presidência em 1976 e o seu papel fundamental como figura moderadora na consolidação da democracia portuguesa. O debate aborda a transição do período revolucionário para a normalização institucional, destacando a sua capacidade de servir de ponte entre as forças militares e os partidos políticos.
A narrativa detalha a complexidade da sua trajetória, desde a gestão das tensões do PREC até ao seu papel diplomático crucial com os países africanos de língua portuguesa. São discutidos também o enorme poder institucional que exerceu, as suas relações ambíguas com figuras como Mário Soares e Sá Carneiro, e a sua permanência no imaginário público como uma voz de consciência política.
13 jul. 2026
2076-
Eanes tornou-se Presidente há 50 anos. Nunca deixou de o ser
Ouvido
O episódio do programa Contracorrente celebra o 50.º aniversário da tomada de posse de António Ramalho Eanes, o primeiro Presidente da República eleito democraticamente. Através de uma análise comparativa, os interlocutores discutem as transformações profundas de Portugal desde a época de Eanes, contrastando indicadores económicos, como o PIB per capita, e sociais, como a taxa de mortalidade infantil, com a realidade política e social de hoje. O debate aborda a singularidade da figura de Eanes, o clima de tensão política do período pós-revolucionário e a permanência de temas estruturais como a saúde, a habitação e a corrupção no discurso político português.
13 jul. 2026
2075-
Crise da água em Almada o que falhou antes? — Debate
Ouvido
Este episódio analisa a crise de abastecimento de água no concelho de Almada e os desafios estruturais da gestão hídrica na Península de Setúbal. Discutem-se as causas do problema, como a intrusão salina, o aumento da procura urbana, as perdas nas redes de distribuição e a insuficiência de investimento na renovação de infraestruturas.
A discussão aborda ainda a complexidade da governança regional, a lentidão burocrática em projetos de grande escala e o impacto político da gestão de recursos. O debate sublinha a necessidade de soluções técnicas e planeamento a longo prazo para garantir a sustentabilidade do abastecimento face ao crescimento demográfico e às alterações climáticas.
10 jul. 2026
2074-
Quando a água não sai da torneira o que falhou lá atrás?
Ouvido
O episódio aborda a crise de abastecimento de água em Almada, analisando as causas por trás dos cortes de água e da falta de pressão nas torneiras. A convidada Helena Matos discute a incapacidade de gestão, as perdas elevadas no sistema de distribuição e os problemas de falta de antecipação perante o crescimento populacional e o consumo elevado. O debate explora também as consequências sociais e económicas para a população, o impacto ambiental da exploração de furos sem monitorização e a questão das taxas de água.
10 jul. 2026
2073-
O fim da NATO foi anunciado cedo demais? — Debate
Ouvido
Este episódio analisa os desdobramentos da cimeira da NATO em Ankara, abordando a postura de Donald Trump e o impacto da sua retórica na coesão da aliança e na geopolítica europeia. O debate explora a mudança de paradigma da Ucrânia, que passa de dependente de ajuda a fornecedora de segurança, e a necessidade urgente de a Europa aumentar o investimento em defesa perante as ameaças da Rússia, China e a instabilidade no Irão.
A discussão estende-se à vulnerabilidade estratégica da Europa no Médio Oriente e aos desafios impostos pela ascensão de novas direitas e pela necessidade de uma autonomia defensiva. Os interlocutores debatem a importância de uma liderança com coragem política para enfrentar ameaças ao modo de vida ocidental, evitando a radicalização e a passividade perante crises humanitárias e conflitos globais.
09 jul. 2026
2072-
O anúncio do fim da NATO foi manifestamente exagerado?
Ouvido
O episódio do programa Contracorrente analisa os desdobramentos da recente cimeira da NATO em Ankara. A discussão aborda as declarações de Donald Trump, o apoio à Ucrânia e os compromissos de aumento das despesas militares por parte dos aliados europeus e do Canadá. O debate explora também as implicações geopolíticas para líderes como Erdogan e Zelensky, além do posicionamento da aliança em relação ao programa nuclear do Irã e as tensões envolvendo a Bielorrússia.
09 jul. 2026
2071-
Crise nos exames põe ministro à prova? — Debate
Ouvido
O episódio analisa a crise na digitalização dos exames nacionais de 11º e 12º anos em Portugal, que resultou no adiamento da divulgação de notas para 17 de julho. Os interlocutores debatem as falhas técnicas no processo de digitalização, como erros de software que misturam provas de diferentes alunos e a falta de infraestrutura adequada, criticando a gestão do Ministério da Educação.
A discussão aborda as implicações políticas para o ministro Fernando Alexandre e a necessidade de uma auditoria técnica para evitar que decisões sejam baseadas em suposições. O debate explora ainda os desafios da escalabilidade tecnológica, o uso de inteligência artificial na correção e a importância de preservar o projeto de digitalização apesar das falhas operacionais e políticas.
08 jul. 2026
2070-
Exames: o digital tramou o ministro?
Ouvido
O episódio aborda a crise na digitalização dos exames nacionais do 11.º e 12.º anos em Portugal, onde falhas sistemáticas no sistema informático de correção forçaram o Ministério da Educação a adiar a divulgação de notas. A discussão explora as implicações políticas para o ministro Fernando Alexandre, a viabilidade da manutenção do modelo de correção digital face aos erros técnicos e logísticos, e o impacto no calendário académico e no acesso ao ensino superior.
O debate analisa se o processo de digitalização é um caminho irreversível e avalia os desafios enfrentados, desde problemas de plataforma até questões operacionais como a digitalização de folhas agrafadas. O programa também destaca a nova garantia de acesso gratuito dos alunos às suas provas corrigidas como um avanço positivo no processo.
08 jul. 2026
2069-
O que fazer com tantos imigrantes em Portugal? — Debate
Ouvido
Este episódio analisa a profunda transformação demográfica de Portugal, que transitou rapidamente de um país de emigrantes para um de imigrantes, e os desafios resultantes na habitação, saúde e coesão social. O debate explora a complexidade da integração cultural, o impacto económico no PIB per capita e a necessidade de políticas que equilibrem a necessidade de mão de obra com a estabilidade política.
Os interlocutores discutem também o cenário europeu, abordando a ascensão do nacionalismo, as limitações de competência da União Europeia na gestão de fronteiras e o risco de marginalização de comunidades. A análise destaca a importância de um planeamento estratégico que considere tanto a eficiência económica quanto o respeito pelos valores democráticos e a integração mútua entre recém-chegados e a sociedade acolhedora.
07 jul. 2026
2068-
E agora o que é que fazemos com tantos imigrantes?
Ouvido
O episódio analisa o impacto da recente subida do número de imigrantes em Portugal, baseando-se em dados do INE que registam um aumento de 850 mil pessoas desde 2021. A discussão foca-se na transição estrutural de Portugal de um país de emigração para um país de imigração e nos desafios decorrentes desta rapidez, como a pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde, a habitação e a educação.
Com a participação de Jean Manuel, o debate explora a necessidade de encontrar um equilíbrio entre as políticas de integração e a manutenção dos serviços públicos. São abordados temas como a integração cultural, o risco de criação de comunidades isoladas e as consequências políticas de um crescimento populacional que pode gerar tensões sociais nas zonas de maior impacto.
07 jul. 2026
2067-
Vaticano e Lefebvre: cisma ou crise secundária? — Debate
Ouvido
Este episódio analisa a recente crise na Igreja Católica desencadeada pela ordenação de quatro novos bispos pela Fraternidade Sacerdotal São Pio X, ato que resultou em excomunhão pelo Vaticano. O debate explora as tensões entre o tradicionalismo e as reformas do Concílio Vaticano II, abordando as motivações demográficas para a sucessão episcopal e o risco de um cisma institucional.
A discussão estende-se à radicalização de movimentos de direita através de redes sociais e ao impacto da liturgia como ponto de visibilidade para as disputas de identidade. Os interlocutores analisam as estratégias do Vaticano para conter dissidências e as implicações teológicas e geopolíticas de um movimento que busca o retorno a uma ordem religiosa em um mundo percebido como caótico.
06 jul. 2026
2066-
Mais um cisma na Igreja de Roma? Ou só uma crise secundária?
Ouvido
O episódio aborda a recente crise na Fraternidade Sacerdotal São Pio X, após a ordenação de quatro novos bispos na Suíça, o que resultou na excomunhão dos envolvidos pelo Vaticano. A discussão explora as tensões entre os católicos tradicionalistas e a Igreja de Roma, focando nas divergências doutrinárias e litúrgicas decorrentes do Concílio Vaticano II, como a reforma da missa e o ecumenismo.
Através de uma análise detalhada, o programa examina a dimensão desta comunidade, as tentativas de continuidade da hierarquia e a distinção entre este movimento e cismas históricos da Igreja. O debate pondera a capacidade de evolução da instituição católica frente às resistências de grupos que buscam manter a ortodoxia de ritos antigos, como a Missa Tridentina.
06 jul. 2026
2065-
Que revolução sobrevive 250 anos? A americana — Debate
Ouvido
Este episódio explora o significado histórico e a estrutura política dos Estados Unidos, desde a Declaração de Independência até os desafios da polarização contemporânea. A discussão aborda os princípios de direitos inalienáveis, a influência do iluminismo e a importância do sistema de pesos e contrapesos para a estabilidade da república.
O debate analisa a formação política americana, comparando a resiliência da sua Constituição com a Revolução Francesa e examinando o papel de figuras como George Washington e Alexander Hamilton. São discutidos também temas como a evolução da cultura política, o impacto das primárias na radicalização partidária e a importância da diplomacia histórica, incluindo o papel de Portugal no reconhecimento da independência americana.
03 jul. 2026
2064-
Alguma revolução sobrevive 250 anos? Apenas uma: a americana
Ouvido
O episódio celebra o 250.º aniversário da Declaração de Independência dos Estados Unidos, analisando o impacto histórico e a longevidade deste documento fundamental. Através de uma conversa entre Carla e José Manuel, o programa explora os princípios de direitos inalienáveis, a autonomia individual e a ideia de que o poder governamental emana do consentimento dos governados.
A discussão percorre momentos críticos da história americana, desde as tensões sobre a escravatura e a Guerra Civil até à evolução dos direitos civis e a unificação monetária. O debate aborda também a resiliência da república perante crises como a Grande Depressão e a Guerra do Vietnã, refletindo sobre a complexidade de manter uma unidade política sob princípios fundadores que foram constantemente testados e redefinidos.
03 jul. 2026
2063-
Morrer de calor no tempo do ar condicionado? — Debate
Ouvido
Este episódio explora a vulnerabilidade de Portugal e da Europa às ondas de calor e ao frio extremo, analisando a falta de preparação das infraestruturas e da arquitetura moderna. O debate percorre desde a história do ar-condicionado e métodos de construção tradicionais até aos desafios contemporâneos da eficiência energética e da pobreza habitacional.
A conversa aborda o impacto dos regulamentos excessivos nos custos de construção e a necessidade de encontrar um equilíbrio entre a qualidade técnica e a viabilidade económica para as famílias. São discutidas soluções passivas, como o uso de inércia térmica e soluções baseadas na natureza, enfatizando a importância de políticas públicas que considerem a realidade demográfica e a necessidade de educação cívica perante as alterações climáticas.
02 jul. 2026
2062-
Porque se morre tanto de calor no tempo do ar condicionado?
Ouvido
O episódio do programa Contracorrente aborda os perigos das ondas de calor em Portugal e na Europa, destacando a vulnerabilidade da população idosa e a falta de preparação das habitações. A discussão explora a disparidade na utilização de ar-condicionado entre a Europa e outros continentes, analisando o papel do preconceito cultural, das barreiras económicas e da pobreza energética. O debate estende-se ainda ao funcionamento técnico do ar-condicionado e ao impacto do urbanismo e da arquitetura na regulação térmica das cidades.
02 jul. 2026
2061-
Mulheres mais livres, mas menos felizes? — Debate
Ouvido
Este episódio explora o impacto das mudanças tecnológicas e sociais na estrutura familiar e no bem-estar feminino, analisando o 'paradoxo das mulheres infelizes'. O debate aborda as implicações biológicas do adiamento da maternidade, a influência das redes sociais na comparação social e as tensões entre a liberdade individual moderna e as pressões biológicas e sociais.
A discussão percorre temas como a revolução sexual, a eficácia de políticas públicas e o fenómeno das 'tradwives', questionando se este movimento representa uma convicção pessoal ou um modelo de negócio digital. Por fim, analisa-se como a ascensão profissional e as dinâmicas de aplicações de encontros refletem contradições estruturais entre os projetos familiares e o mercado de trabalho atual.
01 jul. 2026
2060-
Mulheres infelizes e zangadas? A revolução sexual falhou?
Ouvido
O episódio do programa Contracorrente aborda as complexas transformações sociais e culturais contemporâneas, partindo da análise do livro Yesterday Year. A discussão explora o fenómeno de mulheres que procuram modelos tradicionais de divisão de trabalho como resposta a frustrações e ansiedades, num contexto de debate sobre o impacto da revolução sexual na felicidade individual. O debate estende-se à crescente divergência política entre jovens, os desafios de adaptação masculina e o surgimento de movimentos como a manosfera.
A conversa analisa dados estatísticos sobre saúde mental, taxas de suicídio e a mudança nos padrões de comportamento sexual entre as novas gerações. Com a participação de Patrícia Fernandes, o programa questiona se a expansão das liberdades individuais trouxe os resultados esperados ou se contribuiu para novos tipos de desajuste social e polarização.
01 jul. 2026
2059-
Droga 25 anos depois: o consumo volta às ruas? — Debate
Ouvido
Este episódio analisa os desafios da política de descriminalização do consumo de drogas em Portugal, 25 anos após a sua implementação. A discussão aborda a transição das drogas clássicas para substâncias sintéticas e o impacto da tecnologia e da inteligência artificial na sofisticação do tráfico, alertando para a necessidade de atualizar o modelo de controlo do Estado.
O debate enfatiza a urgência de uma política integrada que combine saúde pública, segurança, habitação e intervenção social. Os interlocutores defendem que a resposta ao fenómeno não pode ser isolada, destacando a importância da prevenção comunitária e da articulação entre diferentes setores para enfrentar a complexidade das novas dependências e o impacto social nas comunidades locais.