Contra-Corrente

Contra-Corrente

O olhar único de José Manuel Fernandes para os principais acontecimentos do dia. Programa aberto à participação dos ouvintes que quiserem dar a sua opjnião. Basta inscreverem-se pelo 910024185. Todos os dias às 10h10 na Rádio Observador.

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Resumo do episódio

Este episódio analisa a recente crise migratória em Ceuta, explorando as causas por trás da chegada massiva de pessoas e o papel das redes sociais na propagação do movimento. O debate aborda as implicações geopolíticas, investigando se o evento pode ser uma estratégia de guerra híbrida orquestrada por atores externos para desestabilizar a Europa. A discussão estende-se às consequências políticas para o governo de Pedro Sánchez, avaliando o seu isolamento diplomático e os desafios à soberania espanhola. Por fim, analisa-se o papel estratégico de Marrocos como potência regional e as implicações desta instabilidade para a segurança e a política externa de Portugal e da União Europeia.

Capítulos

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Destaques

Dezenas de milhares é uma coisa que nunca tínhamos visto. Vamos lá ser francos. Nunca tínhamos visto algo daquela dimensão.

00:04:05 · O interlocutor enfatiza a escala sem precedentes do fluxo migratório ocorrido em Ceuta.

isto entra nitidamente do playbook da guerra híbrida, quer dizer, Os objetivos amontantes serão esses?

00:24:34 · O Tenente-General Marco Serronha sugere que a movimentação de massas pode ser uma tática deliberada de desestabilização.

No mundo real é evidente que Sanchas está completamente isolado e está de resto a pagar, no fundo, a conta daquilo que tem sido a sua política ao longo dos últimos anos

00:33:48 · O analista Jorge Fernandes avalia o estado de isolamento diplomático do Primeiro-Ministro espanhol perante os seus parceiros europeus.

Portugal tem aqui na instabilidade daquilo futura, daquilo que é a Espanha, acho que temos aqui muito com que nos preocupar

01:07:31 · O orador expressa a preocupação de Portugal face às possíveis consequências da instabilidade política em território espanhol.

Na altura entraram cerca de 10 mil pessoas. Mas aquilo que nós assistimos na semana passada foi uma crise de soberania.

01:21:52 · O convidado Gonçalo Duté Cevada diferencia a crise humanitária de 2021 da recente crise de soberania ocorrida na fronteira espanhola.

Episódios

2108-

Invasão de Ceuta é um aviso para toda a Europa? — Debate

Este episódio analisa a recente crise migratória em Ceuta, explorando as causas por trás da chegada massiva de pessoas e o papel das redes sociais na propagação do movimento. O debate aborda as implicações geopolíticas, investigando se o evento pode ser uma estratégia de guerra híbrida orquestrada por atores externos para desestabilizar a Europa. A discussão estende-se às consequências políticas para o governo de Pedro Sánchez, avaliando o seu isolamento diplomático e os desafios à soberania espanhola. Por fim, analisa-se o papel estratégico de Marrocos como potência regional e as implicações desta instabilidade para a segurança e a política externa de Portugal e da União Europeia.

03 ago. 2026
2107-

A invasão de Ceuta é um aviso e um alerta para toda a Europa

O episódio analisa a recente vaga migratória que tentou alcançar o enclave espanhol de Ceuta, partindo do norte de Marrocos. O debate explora as causas deste fenómeno, descartando teorias de conspiração e focando-se no impacto da viralização de conteúdos nas redes sociais e na pressão constante sobre as fronteiras do Mediterrâneo Sul. A discussão aborda também a reação política europeia, destacando a carta enviada por 22 chefes de governo a Bruxelas para criticar as políticas migratórias espanholas. São discutidos temas como o tratamento de menores não acompanhados, a regularização extraordinária de imigrantes na Espanha e as implicações da gestão de fronteiras para a segurança e organização das comunidades políticas europeias.

03 ago. 2026
2106-

O espião português que se vendeu aos russos — Debate

Este episódio explora o caso de Frederico Carvalhão Gil, ex-funcionário do CIS detido por passar informações a um espião russo, analisando as implicações da decisão das autoridades portuguesas de tornar pública uma investigação que poderia ter sido resolvida internamente. A discussão aborda a natureza histórica e moderna da espionagem, desde técnicas clássicas de infiltração russa através de negócios até os desafios da ciberespionagem. Os interlocutores debatem as vulnerabilidades de Portugal perante interesses estrangeiros, a falta de uma cultura de segurança nacional e como fragilidades económicas e sociais facilitam operações de inteligência. A conversa expande-se para uma análise crítica sobre a eficácia dos serviços de informação nacionais e o impacto da literatura de espionagem na compreensão de temas como traição e dissimulação.

31 jul. 2026
2105-

Os 30 dinheiros e as tentações de um traidor português

O episódio de hoje do Contra Corrente explora o caso de Frederico Carvalhão Gil, um antigo funcionário do CIS detido em Roma em maio de 2016 por passar informações secretas a um espião russo. A narrativa detalha a operação de vigilância que envolveu agentes portugueses e italianos e culminou na prisão em flagrante delito durante uma entrega de documentos. A discussão aborda as motivações por trás da traição, o estilo de vida do agente e a importância da denúncia feita por serviços externos. O programa também destaca a presença de figuras públicas que intervieram no processo, como o juiz Ivo Rosa e o polícia Luís Neves, levantando questões sobre a eficácia e a vigilância do sistema de informações em Portugal.

31 jul. 2026
2104-

Luís Neves explicou, mas ficou tudo claro? — Debate

Este episódio analisa as recentes controvérsias envolvendo o Ministro da Administração Interna, Luís Neves, focando na gestão de materiais apreendidos e em pagamentos em numerário. Os interlocutores debatem a validade das explicações ministeriais e os riscos da informalidade no Estado, questionando o impacto destas práticas na autoridade das instituições públicas. A discussão estende-se às tensões institucionais entre a Polícia Judícia, o Ministério Público e o Governo, abordando o risco de uma crise de confiança nas forças de segurança. O debate explora ainda as estratégias políticas de figuras como André Ventura e a necessidade de escrutínio para preservar a integridade das instituições de soberania em Portugal.

30 jul. 2026