Ideias Feitas

Ideias Feitas

A opinião de Alberto Gonçalves. Todos os dias um novo tema sob o olhar do colunista do Observador. 

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Resumo do episódio

Neste episódio do Ideias Feitas, Alberto Gonçalves explora a recorrência histórica do medo do fim do mundo e como este sentimento se manifesta através de diferentes crises. Utilizando um inventário das capas da revista Time, o convidado traça uma linha temporal que vai desde a ameaça nuclear na década de 50 até às discussões contemporâneas sobre inteligência artificial e colapso climático. A discussão aborda as raízes psicológicas e sociológicas por trás do pânico coletivo, analisando conceitos como o narcisismo histórico, os mecanismos biológicos de atenção ao perigo e a exploração comercial do medo através de algoritmos e política. O episódio oferece uma reflexão sobre como a humanidade reinterpreta mitos apocalípticos em contextos seculares.

Capítulos

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Destaques

não consigo escapar às discussões em volta da inteligência artificial, e são sempre, ou quase sempre, discussões sobre se a inteligência artificial se vai autonomizar a ponto de subjugar a humanidade e até exterminá-la no limite.

00:01:28 · O convidado descreve a inevitabilidade do debate sobre os riscos existenciais da IA.

esta sensação de que vivemos à beira do abismo É exatamente uma versão secularizada do milenarismo, daquelas ideias religiosas que já estavam na Bíblia, inscritas no Apocalipse.

00:04:28 · Alberto Gonçalves relaciona o pânico moderno com estruturas religiosas antigas.

Um deles é o que alguns chamam de narcisismo histórico, ou seja, nós não aceitamos que somos apenas mais uma geração, somos uma geração especial, e é na nossa geração especial que vai acontecer o fim do mundo.

00:05:36 · Explicação de um dos fatores psicológicos que alimentam a sensação de catástrofe iminente.

o nosso cérebro procura ameaças, o cérebro valoriza mais o perigo do que efeitos neutros ou efeitos banais.

00:05:57 · Apresentação da base biológica para a atenção focada em desastres.

enquanto tivermos essa expectativa é porque estamos cá para a ter, e é porque o mundo ainda não acabou.

00:06:59 · Uma nota de otimismo final sobre a persistência da vida apesar das previsões de fim.

Episódios

1628-

IA: o novo fim do mundo depois dos anteriores

Neste episódio do Ideias Feitas, Alberto Gonçalves explora a recorrência histórica do medo do fim do mundo e como este sentimento se manifesta através de diferentes crises. Utilizando um inventário das capas da revista Time, o convidado traça uma linha temporal que vai desde a ameaça nuclear na década de 50 até às discussões contemporâneas sobre inteligência artificial e colapso climático. A discussão aborda as raízes psicológicas e sociológicas por trás do pânico coletivo, analisando conceitos como o narcisismo histórico, os mecanismos biológicos de atenção ao perigo e a exploração comercial do medo através de algoritmos e política. O episódio oferece uma reflexão sobre como a humanidade reinterpreta mitos apocalípticos em contextos seculares.

18 set. 2026
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Vamos: um novo partido com ideais de 1917

O episódio do programa Ideias Feitas analisa o surgimento do novo partido de esquerda denominado Vamos, apresentado por Paula Marques. O debate explora as propostas programáticas da nova formação política, que incluem o controlo estatal de setores estratégicos como energia e transportes, a redução da semana de trabalho para 32 horas e a suspensão das relações com o Estado de Israel. A análise crítica questiona a inovação das medidas apresentadas, comparando-as a modelos históricos de países comunistas e sugerindo que o partido poderá atuar como uma alternativa num cenário de fragmentação da esquerda portuguesa. O conteúdo também aborda o percurso político de Paula Marques e a viabilidade eleitoral do projeto.

17 set. 2026
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O drama de Ceuta não passa por três futebolistas

O episódio Ideias Feitas discute a crise humanitária e de segurança em Ceuta, partindo de um incidente envolvendo jogadores do Real Madrid que utilizaram camisolas de forma a ocultar uma mensagem política. O debate aborda a situação de milhares de pessoas que entraram na cidade espanhola vindas de Marrocos e o impacto direto dessa ocupação na criminalidade, na saúde pública e na segurança dos residentes locais. A conversa explora a percepção de abandono por parte das autoridades espanholas e os riscos de que o cenário em Ceuta sirva como um prenún नोंद de futuros eventos no continente europeu.

16 set. 2026
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Sydney Sweeney despe-se mas não se curva

O episódio discute a recente onda de indignação e críticas direcionadas à atriz e produtora norte-americana Sydney Sweeney. O debate surge após um anúncio publicitário para uma empresa de apostas desportivas, onde a atriz é acusada por críticos de promover a sexualização da imagem feminina e a objetificação da mulher. O convidado Alberto Gonçalves analisa a falta de coerência dos críticos, comparando o escândalo com a passividade diante de questões como a participação de homens em competições femininas e o uso de vestimentas religiosas restritivas. O debate também aborda a perseguição pessoal à atriz devido às suas posições políticas e à sua recusa em pedir desculpas por polémicas anteriores.

15 set. 2026
1624-

Estreia."Os Escândalos de uma Revolucionária". Episódio 1: A filha do diretor da PIDE desapareceu

O episódio narra o desaparecimento de Ani Silva Pais em Havana, em 1965, e a investigação conduzida por seu marido, Raymond Candot. A busca revela inconsistências em telegramas e passagens aéreas que sugerem o envolvimento de autoridades cubanas no sumiço da diplomata. A trama explora as suspeitas de espionagem e o papel de figuras como o encarregado de negócios Luís Gonzaga Ferreira. O texto detalha as teorias sobre o possível envolvimento de Ani com movimentos revolucionários e a gravidade das comunicações secretas enviadas a Salazar durante um período de alta tensão diplomática.

14 set. 2026