Eixo do Mal

Eixo do Mal

A atualidade política, social e cultural do país e um ou outro assunto sério. Com Aurélio Gomes, Clara Ferreira Alves, Daniel Oliveira, Luís Pedro Nunes e Pedro Marques Lopes

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Resumo do episódio

O episódio debate o alegado assalto ao gabinete de André Ventura no Parlamento, analisando se o incidente é um crime real ou uma encenação política e as implicações para a confiança nas instituições. A discussão aborda a degradação do discurso político em Portugal e a normalização de irregularidades. Os interlocutores criticam a ética de Luís Montenegro e as polémicas envolvendo a gestão de resíduos perigosos pela Polícia Judiciária. O debate estende-se ainda ao uso de influenciadores como estratégia de propaganda, à crise de mão de obra em setores económicos portugueses e às consequências da informalidade no poder.

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Destaques

está no uso do termo alegadamente, porque se tivesse acontecido um assalto, um desarranjo documental em qualquer outro grupo parlamentar, o termo alegadamente não estaria a ser usado e só está a ser usado por se se tratar do gabinete de André Ventura e do Chega.

00:01:56 · O comentador Luís Pedro Nunes argumenta que o uso da palavra 'alegadamente' revela um tratamento diferenciado e uma desconfiança específica em relação ao partido Chega.

a democracia em Portugal está-se a tornar um ato ou um ato de fé, ou um daqueles filmes policiais, sem budget, sem orçamento, em que o bandido e o polícia passam no ecrã e atrás está uma pessoa a dizer adeus para a Câmara.

00:12:31 · A comentadora Clara Ferreira Alves utiliza uma metáfora cinematográfica para descrever a perceção de precariedade e falta de realismo na política portuguesa atual.

André Ventura conseguiu transformar a política toda em permanência num circo do qual nós já só conseguimos rir.

00:19:20 · A locutora descreve como as ações de André Ventura alteraram o debate político para um nível de entretenimento e descredibilização.

Quando o Luís Montenegro foi reeleito com base na Spinum Viva, a República, do ponto de vista ético, morreu.

00:33:55 · O locutor expressa uma visão crítica sobre a integridade ética da atual governação portuguesa.

A estratégia dos autoritários tem sido, em vários sítios, a Arábia Saudita fez o mesmo, substituir os jornalistas por influências...

00:46:28 · Analisa como regimes autoritários utilizam influenciadores para manipular a opinião pública e evitar o escrutínio jornalístico.

Episódios

488-

Watergate à portuguesa ou encenação 'à la' Chega?

O episódio debate o alegado assalto ao gabinete de André Ventura no Parlamento, analisando se o incidente é um crime real ou uma encenação política e as implicações para a confiança nas instituições. A discussão aborda a degradação do discurso político em Portugal e a normalização de irregularidades. Os interlocutores criticam a ética de Luís Montenegro e as polémicas envolvendo a gestão de resíduos perigosos pela Polícia Judiciária. O debate estende-se ainda ao uso de influenciadores como estratégia de propaganda, à crise de mão de obra em setores económicos portugueses e às consequências da informalidade no poder.

31 jul. 2026
487-

Um ministro da Administração Interna debaixo de fogo, não fosse esta a época dos incêndios

O episódio aborda as graves irregularidades envolvendo o Ministro da Administração Interna, Luís Neves, focando na quebra de custódia de materiais perigosos e nos riscos da informalidade nas instituições de justiça. O debate estende-se à gestão do Ministro da Educação, Fernando Alexandre, criticando a sua atuação perante erros em exames nacionais e a crise no ensino superior. A discussão analisa como estas condutas comprometem a confiança no Estado e conclui com uma homenagem emocional ao falecimento do músico Luís Represas, refletindo sobre o seu impacto cultural e pessoal.

24 jul. 2026
486-

Dois ministros sob pressão e um Estreito de Ormuz ora aberto, ora fechado

O episódio aborda a crise no Ministério da Educação, marcada pelo atraso na publicação de notas e falhas na digitalização, levantando debates sobre o modelo de 'reformismo destrutivo' do governo. A discussão estende-se às repercussões políticas na Administração Interna, focando na perda de confiança institucional devido a erros de gestão e polémicas envolvendo processos de avaliação e integridade pública. Adicionalmente, o debate explora graves alegações de corrupção que envolvem o Ministro da Administração Interna e ligações entre empresas construtoras e a Polícia Judiciária. O programa encerra com uma análise geopolítica sobre a escalada de tensão no Estreito de Ormuz e o impacto da imprevisibilidade de Donald Trump nos conflitos globais.

17 jul. 2026
485-

A trapalhada nos Exames Nacionais e a Europa entre Trump e a NATO

O episódio analisa a crise na correção digital dos exames nacionais em Portugal e a gestão do Ministro da Educação, Fernando Alexandre, criticando a falta de confiança no sistema estatal e as consequências políticas para o governo. O debate estende-se à gestão de processos de transição no país e às implicações geopolíticas da dependência militar e tecnológica da Europa em relação aos Estados Unidos. Adicionalmente, discute-se a incerteza da defesa europeia perante a imprevisibilidade de Donald Trump, o impacto das eleições em França e as políticas de habitação em Portugal. O programa encerra com uma reflexão sobre o impacto cultural global de Cristiano Ronaldo, ilustrada por uma experiência pessoal de tensão num checkpoint no Iraque.

10 jul. 2026
484-

A população residente em Portugal atinge os 11,4 milhões, quem deu (ou não) a mão à PSU e uma década de Brexit

Este episódio analisa os novos dados do INE que revelam um aumento da população residente em Portugal para 11,4 milhões de pessoas, discutindo as implicações socioeconómicas deste crescimento, a pressão nos serviços públicos e os desafios da integração de imigrantes. O debate aborda o impacto da imigração na economia portuguesa, criticando um modelo económico extrativista que atrai mão de obra desqualificada e afasta os qualificados, mas defendendo a sua essencialidade para a sustentabilidade da segurança social. Adicionalmente, o programa explora o panorama político nacional, focando nas negociações do PSU e na postura do Governo de Luís Montenegro perante o PS e o Chega, analisando a instabilidade política e as consequências de estratégias de governação, além de refletir sobre o impacto do Brexit para o Reino Unido.

26 jun. 2026