Miguel Sousa Tavares de Viva Voz

Miguel Sousa Tavares de Viva Voz

Da edição semanal do Expresso para o formato podcast. A opinião de Miguel Sousa Tavares, de viva voz, todas as sextas-feiras à tarde. Com um tema extra, improvisado, para descobrir na parte final de cada episódio

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Resumo do episódio

Neste episódio, o cronista Miguel Souza Tavares analisa a crise da habitação em Portugal, abordando as recentes manifestações, a intervenção policial e a falta de visão política no planeamento do país. São discutidas soluções como a construção modular e a necessidade de combater a especulação imobiliária e o foco excessivo no turismo. A discussão estende-se ao cenário político brasileiro, analisando as consequências das eleições, a polarização política exacerbada pelas redes sociais e os desafios enfrentados pelo governo Lula perante um ambiente de intensa divisão social.

Capítulos

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Destaques

O Governo fez uma grande asneira, porque devia tê-los deixado de ficar acampados, devia tentar chamá-los para discutir com eles

00:01:37 · O convidado expressa a sua opinião sobre a forma como o governo lidou com os protestos da habitação.

A primeira é que desarmaram o Chega. Por uma vez, o doutor André Ventura, que queria cavalgar e quer sempre cavalgar as causas populares, ficou desarmado.

00:06:55 · O cronista destaca como o movimento de protesto impediu a utilização da causa pela direita populista.

Muito mais rápido, muito mais barato e é uma construção que hoje em dia perfeitamente... isto é uma solução imediatamente execuível

00:10:20 · O convidado propõe o uso de casas modulares como uma alternativa viável para acelerar a construção de habitação.

A meu ver, foi abandonado porque se apostou tudo no turismo. E quando o Porto e Lisboa explodiram para o turismo, de repente parece que não havia outro objetivo, que era fazer... Um Algarve em Lisboa e um Algarve no Porto.

00:13:09 · O locutor critica a estratégia de desenvolvimento de Portugal que priorizou o turismo em detrimento de outros setores.

Porque hoje em dia a extrema-direita já não chega ao poder com golpes militares, chega com golpes nas redes sociais.

00:20:51 · O debate analisa como as novas tecnologias e as redes sociais alteraram a dinâmica de ascensão de movimentos extremistas.

Episódios

231-

“A asneira do Governo” ao impedir a acampada, “não vale a pena crucificar os polícias” e a proposta para Seguro

Neste episódio, o cronista Miguel Souza Tavares analisa a crise da habitação em Portugal, abordando as recentes manifestações, a intervenção policial e a falta de visão política no planeamento do país. São discutidas soluções como a construção modular e a necessidade de combater a especulação imobiliária e o foco excessivo no turismo. A discussão estende-se ao cenário político brasileiro, analisando as consequências das eleições, a polarização política exacerbada pelas redes sociais e os desafios enfrentados pelo governo Lula perante um ambiente de intensa divisão social.

29 out. 2026
230-

Miguel Sousa Tavares entrevista Ricardo Salgado, em 1994: “Sempre me dei bem com todas as formas de pensamento”

Neste episódio, Ricardo Salgado discute o impacto do 25 de Abril e a transição política em Portugal, abordando a resiliência do grupo Espírito Santo perante as mudanças de regime e a necessidade da abertura económica. O entrevistado reflete sobre a sua visão ideológica e a importância da democratização para evitar o bloqueio do desenvolvimento nacional. A conversa explora também as consequências do 11 de março para o Banco Espírito Santo, incluindo a ocupação do banco e os esforços diplomáticos para a libertação de familiares. Por fim, Salgado detalha a estratégia de reconstrução do grupo através de projetos no Brasil e o seu regresso ao mercado português após as privatizações, contestando as indemnizações recebidas pelo Estado.

23 out. 2026
229-

Miguel Sousa Tavares e a privatização da TAP: “Os portugueses que pagam impostos estão de acordo, os que não pagam estão contra”

Neste episódio, Miguel Souza Tavares analisa a relação transatlântica de Portugal com os EUA, criticando a postura governamental face à Base das Lajes e à aquisição de F-35, num contexto de guerra híbrida russa e riscos da inteligência artificial. O debate estende-se ao impacto tecnológico no emprego, ao corporativismo na indústria do turismo português e às implicações da privatização parcial da TAP pela Lufthansa.

15 out. 2026
228-

Miguel Sousa Tavares entrevista Ernesto Melo Antunes, em 1994: “Os militares não impuseram nada aos partidos”

Neste episódio, o Tenente Coronel Ernesto Mel Antunes discute o seu papel histórico durante o processo revolucionário em Portugal, abordando a visão sobre a democracia política e social e a atuação do MFA para evitar a anarquia. O debate explora as transições democrática e de descolonização, analisando as nacionalizações e as divergências ideológicas no pós-25 de Abril. A conversa aprofunda-se nos processos de descolonização, incluindo os Acordos de Lusaca e Alvor, e as responsabilidades políticas e militares em Moçambique, Angola e Timor-Leste. São confrontadas visões sobre o radicalismo dos movimentos de libertação e o impacto das decisões tomadas na época para a sociedade portuguesa.

09 out. 2026
227-

“A saída do Ronaldo faz-me lembrar a de Pinto da Costa no Porto: tinha ganho tudo, podia ter saído em ombros várias vezes, acabou humilhado”

O episódio analisa as graves implicações políticas e éticas dos ataques de 7 de outubro em Israel, discutindo a possível negligência de Netanyahu perante avisos prévios e o crescente isolamento internacional do país. Em seguida, a conversa aborda o declínio de Cristiano Ronaldo na seleção nacional, criticando o impacto do seu ego e da sua marca comercial na manutenção do seu lugar na equipa.

01 out. 2026