Torto e Direito

Torto e Direito

Um espaço de liberdade e espírito crítico 'a torto e a direito', com Miguel Morgado. À segunda-feira, na SIC Notícias, às 22h e no dia seguinte em podcast. Licenciado em Economia e doutorado em Ciência Política, Miguel Morgado foi assessor do primeiro-ministro entre 2011 e 2015 e, entre 2015 e 2019, foi deputado à Assembleia da República.

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Resumo do episódio

Este episódio analisa as críticas ao relatório de sustentabilidade da Segurança Social, argumentando que a omissão de dados da Caixa Geral de Aposentações mascara um défice real. O debate estende-se à postura política face às polémicas envolvendo o Ministro Luís Neves e à cobertura mediática do jornal El País sobre a crise em Ceuta. A discussão aborda ainda a desinformação da imprensa mainstream sobre refugiados, a lenta implementação das reformas do relatório Draghi na Europa e os riscos de Portugal tornar-se um hub de narcotráfico. Por fim, o apresentador comenta a situação dos estaleiros navais de Viana do Castelo e as dinâmicas políticas atuais.

Capítulos

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Destaques

Apercebi-me que o que assusta os portugueses é o relatório fazer uma soma aritmética. Uma soma aritmética. A matemática assusta os portugueses.

00:01:29 · O locutor explica que o temor em relação ao relatório não advém de propostas radicais, mas da realidade dos números quando se somam as responsabilidades financeiras.

E passa a dar um déficit que, se somarmos os 450 milhões das pensões que foram antecipadas sem penalização, é um déficit de 2 mil milhões de euros por ano, ou pelo menos em 2025.

00:03:03 · Apresentação do cálculo que revela o défice financeiro real ao considerar as responsabilidades da Caixa Geral de Aposentações.

O que é que fizeram? Pegaram nesta rapariga aqui que está em Ceuta. E fizeram uma entrevista onde ela chora, onde ela fala de Marrocos e onde ela vive, é um sítio de opressão.

00:13:17 · Crítica à utilização de narrativas emocionais pelo jornal El País para manipular a opinião pública sobre a situação em Ceuta.

Embora nós estejamos numa situação catastrófica, como a Europa não tem muito tempo para fazer este conjunto de reformas, eu diria que nós estamos atrasados.

00:17:18 · O locutor expressa preocupação com a lentidão da União Europeia em implementar as reformas necessárias.

Está-se a tornar uma ponte, um hub, como se diz, do tráfico de droga internacional, da América Latina e da África para a Europa.

00:21:50 · O locutor alerta sobre o risco geográfico de Portugal ser utilizado como rota principal para o narcotráfico.

Episódios

62-

Afinal, devemos ou não estar assustados com os resultados do relatório sobre a Segurança Social?

Este episódio analisa as críticas ao relatório de sustentabilidade da Segurança Social, argumentando que a omissão de dados da Caixa Geral de Aposentações mascara um défice real. O debate estende-se à postura política face às polémicas envolvendo o Ministro Luís Neves e à cobertura mediática do jornal El País sobre a crise em Ceuta. A discussão aborda ainda a desinformação da imprensa mainstream sobre refugiados, a lenta implementação das reformas do relatório Draghi na Europa e os riscos de Portugal tornar-se um hub de narcotráfico. Por fim, o apresentador comenta a situação dos estaleiros navais de Viana do Castelo e as dinâmicas políticas atuais.

25 ago. 2026
61-

O resultado das rentrées do PS e da AD

O episódio analisa as recentes intervenções políticas de Luís Montenegro e José Luís Carneiro, criticando a falta de substância retórica e o uso de slogans repetitivos. Aborda também a declaração conjunta das primeiras-ministras da Itália e Dinamarca sobre imigração ilegal e os desafios de segurança em Ceuta. O locutor discute as tensões migratórias na fronteira espanhola, a política de Pedro Sánchez e as críticas à visita de Paulo Raimundo a Cuba. O programa encerra com uma análise cinematográfica sobre o filme de Christopher Nolan.

20 ago. 2026
60-

Lei do Retorno no TC: “O Presidente da República não quer clarificação nenhuma. Quer destruir o decreto”

O episódio analisa o pedido de fiscalização preventiva do Presidente da República sobre a nova Lei do Retorno, discutindo as implicações para o controlo de fronteiras e o cumprimento de diretivas europeias. O debate estende-se à crítica do desinvestimento público em Portugal e ao impacto das ideologias 'woke' na integridade académica em universidades como Cambridge e Harvard. Adicionalmente, aborda a gestão política da crise migratória em Ceuta por Pedro Sánchez e as repercussões de investigações sobre a Polícia Judiciária no caso Luís Neves. O episódio encerra com uma breve reflexão histórica sobre os pais fundadores dos Estados Unidos.

11 ago. 2026
59-

“A esquerda europeia achou que podia fazer política de Estado com os sonhos de um John Lennon”

O episódio analisa a crise migratória em Ceuta, classificando-a como um desastre resultante de negligência das autoridades e de ideologias que impedem o debate sobre fronteiras. O interlocutor critica a postura da esquerda europeia e do governo espanhol, argumentando que a falta de investimento na segurança torna os Estados vulneráveis. A discussão estende-se à gestão da imigração na Península Ibérica, abordando o impacto da cultura institucional em Portugal e a análise dos motores económicos e do crescimento do PIB. Por fim, o programa aborda críticas políticas, casos de tráfico humano e presta uma homenagem à bravura dos bombeiros perante os incêndios na Europa.

04 ago. 2026
58-

“Vamos ficar dependentes do calendário pessoal de Luís Neves? Já passámos essa fase há muito tempo”

O apresentador Miguel Morgado analisa as polémicas envolvendo o Ministro da Administração Interna, Luís Neves, abordando investigações do Ministério Público e a falta de entrega de declarações de património, criticando também a postura defensiva do PS e a responsabilidade de Luís Montenegro. A discussão estende-se à manipulação política nas redes sociais, aos desafios da integração cultural na Europa e à crise democrática na América Latina. O episódio encerra com uma reflexão sobre o impacto da tecnologia e da inteligência artificial na solidão dos idosos e a celebração da libertação de Domingos Simões Pereira.

28 jul. 2026