A Rádio Renascença foi fundada em 1934 por iniciativa do Monsenhor Lopes da Cruz, iniciando as suas emissões experimentais nesse ano e as transmissões regulares a 1 de janeiro de 1937. Propriedade da Igreja Católica através do Patriarcado de Lisboa, a estação estabeleceu-se como uma das referências do panorama radiofónico português, operando inicialmente a partir de estúdios na Rua da Emenda, em Lisboa. Ao longo das suas primeiras décadas, a emissora consolidou um formato generalista que aliava a componente religiosa a uma forte vertente informativa e cultural, expandindo gradualmente a sua rede de emissores para alcançar uma cobertura nacional.
Um dos marcos mais significativos da sua história ocorreu na madrugada de 25 de abril de 1974, quando a estação transmitiu a canção "Grândola, Vila Morena", de Zeca Afonso, que serviu como a segunda senha confirmativa para o arranque da Revolução dos Cravos. Após um período de conturbação e ocupação no pós-revolução, a rádio foi devolvida à Igreja em 1975, iniciando um processo de modernização tecnológica e de grelha. Nas décadas seguintes, a estrutura evoluiu para o Grupo Renascença Multimédia, integrando outras marcas como a RFM e a Mega Hits. Atualmente, a estação mantém o seu foco na informação de proximidade, no debate e numa seleção musical contemporânea, operando sob o posicionamento de fornecer aos ouvintes o essencial da atualidade sob o slogan "É tudo o que precisa de ouvir".