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Resumo do episódio
Cristopher Sandoval Sepúlveda, académico do Observatório de IA em Educação da Universidade de Las Américas (Chile), publicou em outubro de 2026 um guia para professores que têm de decidir o que fazer às suas avaliações agora que uma máquina escreve, resume e resolve em segundos. O guia foi pensado para o ensino superior e não para o básico ou o secundário. Lemo-lo, ainda assim, com uma sala de aula do 3.º ciclo à frente dos olhos, porque a pergunta que faz serve a quem ensina em qualquer nível: o que é que esta avaliação me deixa concluir sobre o que o aluno aprendeu?
Cristopher Sandoval Sepúlveda, académico do Observatório de IA em Educação da Universidade de Las Américas (Chile), publicou em outubro de 2026 um guia para professores que têm de decidir o que fazer às suas avaliações agora que uma máquina escreve, resume e resolve em segundos. O guia foi pensado para o ensino superior e não para o básico ou o secundário. Lemo-lo, ainda assim, com uma sala de aula do 3.º ciclo à frente dos olhos, porque a pergunta que faz serve a quem ensina em qualquer nível: o que é que esta avaliação me deixa concluir sobre o que o aluno aprendeu?
Episódios
Avaliação na era da IA
OuvidoCristopher Sandoval Sepúlveda, académico do Observatório de IA em Educação da Universidade de Las Américas (Chile), publicou em outubro de 2026 um guia para professores que têm de decidir o que fazer às suas avaliações agora que uma máquina escreve, resume e resolve em segundos. O guia foi pensado para o ensino superior e não para o básico ou o secundário. Lemo-lo, ainda assim, com uma sala de aula do 3.º ciclo à frente dos olhos, porque a pergunta que faz serve a quem ensina em qualquer nível: o que é que esta avaliação me deixa concluir sobre o que o aluno aprendeu?
Como avaliar a aprendizagem com IA
OuvidoEste guia académico propõe critérios e orientações para que os docentes do ensino superior possam refletir, avaliar e melhorar os seus processos de avaliação face aos desafios colocados pela inteligência artificial. O documento estrutura-se em torno de princípios fundamentais que salvaguardam o julgamento profissional, a integridade académica e a agência humana, garantindo que as tecnologias sejam utilizadas de forma crítica e alinhada com os resultados de aprendizagem. Através da análise de práticas concretas, da revisão de evidências e da implementação de ciclos de melhoria contínua, os educadores dispõem de ferramentas para decidir se devem manter, ajustar ou reformular as suas estratégias avaliativas. Em suma, o texto fomenta uma abordagem contextualizada e colaborativa para integrar a tecnologia na docência, assegurando que o foco permaneça no desenvolvimento formativo dos estudantes.
A origens da Universidade
OuvidoDa universitas medieval à sala de aula: o que a escola pode aprender com uma história da universidade Andrés García Barrios, escritor e comunicador, colaborador do Observatório do Instituto para o Futuro da Educação (Tecnológico de Monterrey), publicou a 14 de outubro um ensaio sobre as origens medievais da universidade e sobre uma tensão que nunca a largou: a que separa o saber do rendimento. O tema é o ensino superior. Lemo-lo com a escola à frente, porque essa tensão chega aos alunos muito antes dos dezoito anos, com notas, exames e médias pelo caminho.
Como a IA resgata o ensino medieval
OuvidoO ensaio de Andrés García Barrios examina a evolução histórica das instituições de ensino superior, desde as suas origens nas comunidades medievais até aos desafios contemporâneos da educação moderna. O texto analisa a tensão persistente entre a preservação do saber essencial e a subordinação da aprendizagem às exigências utilitaristas do sistema socioeconómico. Além disso, o autor explora o impacto da tecnologia e da inteligência artificial na avaliação académica, criticando a tendência de transformar o ensino num mero treino focado em resultados rápidos (fast school). Por fim, defende-se a importância de recuperar a dimensão humana e quotidiana da escola, promovendo o pensamento crítico e a verdadeira transformação pessoal dos alunos para além dos testes e das notas.
A Europa desafia a História
OuvidoNo fim de 2025, num debate com cidadãos, um homem disse a Arancha González Laya que era pacifista, que acreditava na União Europeia como projeto de paz e que andava em guerra consigo próprio, porque uma parte de si sabia que a paz talvez exigisse rearmar-se. A antiga ministra dos Negócios Estrangeiros de Espanha conta o episódio numa entrevista à revista Ethic. Lemo-la a pensar em salas de aula: o que lá cabe, o que convém verificar e o que fica em aberto.