A visão do Jurandir

A visão do Jurandir

A Visão do Jura é um podcast quinzenal que oferece reflexões aprofundadas sobre finanças, mercado financeiro, longevidade e qualidade de vida. Com a experiência de 38 anos como professor universitário, Jurandir Sell é um dos pioneiros em Finanças Pessoais e Comportamentais no Brasil. Doutor em Finanças Comportamentais pela UFSC e com pós-doutorado pela ULB de Bruxelas, ele atualmente atua como diretor da Alento Educação Financeira. Para iniciar um diálogo https://caccao.me/jurandirsell mais informações, visite: jurandirsell.com.br
00:00
00:00

Resumo do episódio

Existem diversas formas de aprender, mas nenhuma é mais barata do que aprender com os erros alheios. Neste episódio, conto a história real de uma amiga que, depois de uma vida de conforto, viagens internacionais euma carreira bem-sucedida, chegou aos 58 anos diante de uma situação financeira dramática. O principal erro? Ter abandonado, anos antes, seu plano deprevidência complementar, acreditando que o padrão de vida conquistado e o INSS seriam suficientes para garantir uma aposentadoria tranquila. A partir dessa história, explico por que ter uma renda elevadanão significa construir patrimônio, como a previdência pública vem perdendo sua capacidade de manter o padrão de vida dos aposentados e por que o tempo é o recurso mais valioso no planejamento financeiro. Minha amiga descobriu essas lições tarde demais. Você ainda pode aprender com a experiência dela. Afinal, tapetes persas não garantem aposentadoria.

Episódios

170-

#170 Tapetes persas não garantem aposentadoria.

Existem diversas formas de aprender, mas nenhuma é mais barata do que aprender com os erros alheios. Neste episódio, conto a história real de uma amiga que, depois de uma vida de conforto, viagens internacionais euma carreira bem-sucedida, chegou aos 58 anos diante de uma situação financeira dramática. O principal erro? Ter abandonado, anos antes, seu plano deprevidência complementar, acreditando que o padrão de vida conquistado e o INSS seriam suficientes para garantir uma aposentadoria tranquila. A partir dessa história, explico por que ter uma renda elevadanão significa construir patrimônio, como a previdência pública vem perdendo sua capacidade de manter o padrão de vida dos aposentados e por que o tempo é o recurso mais valioso no planejamento financeiro. Minha amiga descobriu essas lições tarde demais. Você ainda pode aprender com a experiência dela. Afinal, tapetes persas não garantem aposentadoria.

16 out. 2026
169-

#169 Por que viajamos?

Por que viajamos? Talvez a resposta esteja muito antes dos aviões, hotéis e roteiros turísticos. Há milhares de anos, nossa espécie já cruzava continentes movida pela necessidade, mas também pela curiosidade de descobrir o que existia além do horizonte. Há uma palavra da língua alemã que me parece responder à questão de modo muito mais convincente: Wanderlust. Ela reúne wandern, que significa caminhar ou vaguear, e Lust, desejo ou vontade. Em outras palavras, é esse desejo profundo de viajar, de sair do lugar conhecido e descobrir o que existe mais adiante. E, se tudo der certo, quando este episódio for ao ar, eu e a Celina estaremos justamente fazendo isso: viajando do nosso jeito pela África do Sul, no continente ancestral da nossa espécie, entre natureza, caminhadas, boa comida,vinho e tempo para contemplar. #viajar #férias

02 out. 2026
168-

#168 Cartão de crédito: modo de usar.

Cartão de crédito: ferramenta ou armadilha? Neste episódio, explico por que o problema não está no cartão, mas na forma como ele é usado. Falo sobre pontos, cashback, parcelamento, crédito rotativo, juros e os sinais deque o cartão deixou de ajudar e começou a atrapalhar. A pergunta certa não é se o cartão é bom ou ruim; é se ele é bom para você.

18 set. 2026
167-

#167 Preço caiu. Você perdeu dinheiro?

Você sabe a diferença entre volatilidade e risco? E por que um investimento pode cair de preço sem que você esteja, necessariamente, perdendo dinheiro? Neste episódio, explico de forma simples o que é volatilidade e por que ela pode enganar nossa percepção de risco. Ações e títulos públicos ou privados são negociados em mercados onde os preços se formam todos os dias. Por isso,vemos suas oscilações o tempo inteiro e temos a sensação de que esses investimentos são mais arriscados. Já uma empresa de capital fechado ou um imóvel não têm uma cotação diária aparecendo na tela. Como não vemos o preço mudar todos os dias, podemos ter uma falsa sensação de estabilidade. Mas não enxergar a oscilação não significa que ela não exista. Entender essa diferença entre volatilidade e risco pode mudar a forma como você toma decisões e, principalmente, evitar que abandone bons investimentos apenas porque o preço caiu temporariamente. Para mostrar como isso acontece na prática, conto a história real de um casal que decidiu…

04 set. 2026
166-

#166 O Tesouro IPCA+, o tigre e as frutas maduras.

Por que é tão mais fácil enxergar o risco do Brasil quebrar do que perceber a oportunidade escondida atrás dele? Neste episódio, falo sobre o viés da negatividade, a razão pela qual más notícias prendem tanto a nossa atenção, e como esse mesmo mecanismo mental pode nos fazer perder boas oportunidades de investimento. Mostro que, na evolução dos humanos, a notícia de um tigre faminto atrás de uma curva despertava muito mais atenção do que a notícia de várias árvores cheias de frutas maduras na beira do rio. Uso essa ideia para discutir o risco fiscal brasileiro e por que ele é, ao mesmo tempo, um problema real e parte do motivo pelo qual os títulos Tesouro IPCA+ pagam juros tão altos hoje. Em países sem risco fiscal, como a Suécia, os juros reais são de apenas 1% ao ano. Neste episódio você vai encontrar: - Por que o Brasil paga juros reais tão elevados nos seus títulos públicos - Como funciona a marcação a mercado e o "desconto" nos títulos com juros semestrais - Os principais riscos de investir em Tesouro…

21 ago. 2026